Com quatro vezes mais benzeno do que o permitido, brinquedo squishy viral foi proibido na Argentina; veja os modelos citados

A medida atinge a venda, fabricação, importação e armazenamento de determinados brinquedos que viraram febre entre crianças

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Pequenos, macios e irresistíveis de apertar, alguns modelos foram proibidos na Argentina após autoridades apontarem possíveis riscos ligados a substâncias químicas (Foto: Pexels)

O brinquedo parece inofensivo: pequeno, macio e feito para ser apertado. Mas alguns modelos de “squishy”, que ganharam espaço entre os brinquedos infantis, acabaram no centro de um alerta na Argentina.

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O governo do país proibiu a importação, fabricação, comercialização e armazenamento de determinados brinquedos desse tipo por causa de possíveis riscos relacionados à presença de substância químicas prejudiciais à saúde.

A medida foi estabelecida pela Disposição 690/2026, da Subsecretaria de Defesa do Consumidor e Lealdade Comercial, publicada nesta segunda-feira 31 de agosto, no Boletim Oficial.

Quais brinquedos foram proibidos

A determinação mira figuras feitas de polímero plástico macio, especialmente aquelas com formatos de gyoza, dumplings ou semelhantes. Entre os produtos citados estão:

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  • Squeezy Dumpling
  • Dumpling Squishy
  • Dumpling Squishy Viral con Glitter y Orbis
  • Dumpling Squishy con Steamer Box

A proibição também alcança versões genéricas com características semelhantes, inclusive aquelas sem marca declarada.

O que chamou a atenção das autoridades

De acordo com o governo argentino, foram recebidas denúncias e antecedentes relacionados à comercialização de brinquedos importados que poderiam conter benceno, ftalatos ou outros produtos químicos tóxicos em concentrações acima das permitidas pelas normas técnicas de segurança.

A autoridade afirmou que essas substâncias poderiam ser cancerígenas e mutagênicas, além de apresentar riscos por conta com a pele ou por inalação.

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O caso ganhou força após uma denúncia apresentada pela Câmara Argentina da Indústria de Brinquedos (CAIJ) e também por causa de um alerta emitido no Reino Unido sobre produtos desse tipo.

O que acontece com os brinquedos que já estão nas lojas?

A decisão não ficou apenas na proibição de novas vendas. O governo determinou que o estoque dos produtos atingidos pela medida, quando estiver nas mãos de importadores, fabricantes, atacadista ou varejistas, deverá ser destruído ou descartado de forma segura e imediata.

Para quem vende os brinquedos pela internet, a regra também traz uma exigência específica. Os responsáveis terão 72 horas úteis, a partir da entrada em vigor da disposição, para informar de maneira destacada os consumidores sobre os efeitos da medida.

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E existe alguma exceção?

Sim, a proibição não se aplica aos fabricantes, importadores e comerciantes que tenham declaração juramentada de conformidade e certificações capazes de comprovar a inocuidade dos brinquedos e o cumprimentos das normas técnicas de segurança.

Nesses casos, a Aduana poderá liberar a importação depois de verificar a documentação apresentada.

Medidas já haviam sido tomadas antes da proibição

Antes da decisão definitiva, a autoridade argentina já havia adotado medidas preventivas relacionadas aos produtos.

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Também foram solicitadas informações, determinadas ações para interromper a comercialização por meio de plataformas de intermediação e enviadas notas de alerta à Direção-Geral de Aduanas.

Agora, o descumprimento da disposição poderá resultar em sanções previstas pelas normas argentinas de defesa do consumidor e lealdade comercial.