Casa de autor de novelas da Globo tem uma pedra no coração do imóvel e natureza integrada em todos os ambientes

Com muita integração entre externo e interno, natureza e técnicas ancestrais, a casa de Bruno Luperi é um convite ao aconchego e à reconexão

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Bruno Luperi é autor de sucessos como "Pantanal" e "Renascer", remakes da obra do seu avô, Benedito Ruy Barbosa (Foto: Reprodução, YouTube, Casa Vogue Brasil)

Acostumado ao universo rural e calmo do campo nas novelas do avô, Bruno Luperi, autor de novelas como o remake de Pantanal (2022) e Renascer (2024), fez de sua casa um lugar quase terapêutico e para isso se valeu da arquitetura contemporânea. O neto do grande autor Benedito Ruy Barbosa, morto em 2026, mostrou sua casa para a Revista Vogue, onde reina a paz e introspecção.

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A casa de Bruno Luperi fica próxima a São Paulo, em Itatiba, mas foge do cenário de caos urbano. Querendo ficar longe do ritmo frenético da maior cidade do Brasil, Bruno Luperi e a família queriam uma casa que tivesse integração absoluta dos espaços internos e externos e o uso de materiais que reforçam a brasilidade.

A casa foi concebida para ser um passeio poético de descobertas, com muita luz natural, paisagem rural, e janelas que emolduram verdadeiros quadros vivos do lado de fora. Entre os principais materiais e técnicas utilizads estão a taipa, a biriba, madeira e granito, além de texturas naturais.

A biriba está presente no teto e em detalhes e permite que a luz natural entre de forma filtrada na casa. Já a taipa é utilizada nas paredes estruturais e decorativas e transformam a estética dos ambientes.

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O design de interiores foca no equilíbrio entre o mobiliário moderno/contemporâneo e a arte popular, criando uma “memória afetiva”. A mobília foi selecionada para permitir o uso despojado (sentar no chão, esticar os pés no sofá “Carioca”, tomar vinho com liberdade). O foco é o acolhimento e a criação de memórias familiares.

O espaço abriga desde peças garimpadas, como uma jangada, até obras contemporâneas. A arte serve para conectar o presente com a infância dos proprietários e oferecer um cenário para o crescimento dos filhos.

Localizados em um único andar que se conecta à área social por um grande “varandão”. O quarto principal utiliza cores claras para o descanso e possui uma vista privilegiada para a natureza.

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A casa possui uma camada de significado que transcende a estética e a função, incorporando a religiosidade dos moradores.

Considerada a maior obra de arte da casa, é uma pedra natural que já estava no terreno e foi incorporada ao projeto durante a construção. Simboliza a reconexão com a terra e é dedicada a Xangô, raiz do axé da família.

A residência é um exemplo de arquitetura autoral que valoriza o trabalho manual e artesanal. Ao unir o design contemporâneo a técnicas tradicionais e elementos espirituais, o projeto cumpre seu propósito original: ser um lugar de refúgio onde a família pode criar memórias, desconectar-se da vida urbana de São Paulo e reconectar-se com suas raízes e com o meio ambiente.

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