A transferência do atacante brasileiro Gabriel Jesus do Arsenal para o Barcelona, divulgada pelo jornalista Fabrizio Romano, pegou quase todo mundo de surpresa. O negócio, fechado por um valor considerado baixo, gerou bastante repercussão e análises nos principais jornais esportivos da Europa, dividindo opiniões entre o otimismo dos espanhóis e a cautela dos britânicos.
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Espanha exalta “DNA Barça” e o histórico como “pesadelo” do Real Madrid
Na Espanha, a chegada de Gabriel Jesus é vista como uma excelente oportunidade de mercado que surgiu após a tentativa frustrada do Barcelona em contratar o argentino Julián Álvarez, do Atlético de Madrid.
O jornal Marca tratou a negociação de 10 milhões de euros (mais variáveis) como uma “enorme surpresa” muito positiva para o clube catalão.
As análises do jornal Sport reforçam que o perfil do brasileiro se encaixa com perfeição na filosofia de jogo solidária, de entrega coletiva e de pressão alta exigida pelo técnico Hansi Flick.
O veículo destaca que Gabriel Jesus possui o “DNA Barça” incorporado em seu estilo de jogo, por ter atuado por quase dez anos na Premier League sob o comando de Pep Guardiola e Mikel Arteta, treinadores formados na escola de jogo de posse e associação do clube espanhol.
Outro fator destacado pela imprensa espanhola é o histórico do atacante contra o Real Madrid. Pelo Manchester City, Gabriel Jesus foi um pesadelo para a defesa merengue na Champions League, acumulando três gols, uma assistência e três vitórias em quatro partidas.
Imprensa inglesa adota cautela e detalha bastidores físicos e financeiros
Em contrapartida, os veículos britânicos receberam a transferência com ressalvas, focando nos riscos físicos do atleta de 29 anos. A BBC Sport destacou que o histórico de lesões de Gabriel Jesus é o principal ponto de interrogação do negócio, lembrando que o atacante sofreu graves problemas no joelho durante sua passagem pela Inglaterra, incluindo uma ruptura do ligamento cruzado anterior que o afastou dos gramados por dez meses.
A análise do jornalista James McNicholas, setorista do Arsenal no The Athletic — jornal estadunidense —, revela que os Gunners estavam ansiosos para negociar o jogador.
Por receber um dos salários mais altos do elenco de Arteta e ter perdido espaço no time titular devido aos problemas físicos e à concorrência interna, a diretoria do Arsenal preferiu aceitar a venda por um valor considerado baixo do que correr o risco de perdê-lo de graça ao fim do contrato em junho de 2027.
A negociação é descrita como um reforço pontual e acessível para suprir as saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres. O jogador chega a Espanha nesta segunda (31) para realizar os exames médicos e assinar o contrato.
*Sob supervisão de Marcos Jordão











































