A partir desta quinta-feira, 03 de setembro, a União Europeia vai parar de importar carnes do Brasil. O bloco econômico coloca em vigor restrição que oficializou no começo de junho deste ano sob o argumento de que o país não cumpriu as regras sobre uso excessivo de antimicrobianos na produção. Nos últimos três meses, várias conversas foram realizadas e, atualmente, uma missão europeia está no Brasil para fazer inspeção das produções de carne de frango e mel, mas é um trabalho que vai até 04 de setembro.
O governo do Brasil tem informado que o sistema sanitário do país está adequado às normas europeias, o que falta é comprovação. A expectativa é de que o mercado para carnes de aves seja liberado em prazo menor, ainda neste ano. Já no caso de carne bovina, a retomada de vendas pode ficar para 2027. As negociações continuam.
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), quando foi anunciada a medida, avaliou que é uma restrição que gera preocupação. Isso porque o bloco vinha adquirindo 7,5% das exportações de carne de frango do estado, uma média de US$ 170 milhões por ano.
Apesar da proteína de ave do estado ter elevada aceitação nos mercados globais, existe a preocupação de não conseguir manter o mesmo nível de vendas. Para a Fiesc, a suspensão pode resultar redução de produção e perdas de postos de trabalho no estado. As proteínas de aves são o produto que garante maior receita na balança comercial do estado.
O setor agroindustrial catarinense já enfrentou mudanças bruscas de mercados em outras oportunidades e sempre conseguiu se adaptar. No caso da avicultura é mais fácil porque ela tem um ciclo produtivo de aproximadamente três meses, menor que o da suinocultura, que é de seis meses ou mais.
SC não exporta carne suína, carne bovina, mel e peixes para a Europa. Tanto peixes quanto mel são mais vendidos para o mercado dos Estados Unidos, que agora está sob impacto das tarifas de 25% e 12,5%.
