De 80 kg a 68 kg: a transformação de Filipe Bragança, o João Raul de Coração Acelerado, para um novo filme

Ator perdeu 12 kg em dois meses para interpretar o navegador e adotou até um hábito de Amir durante a preparação para filme

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De 80 kg a 68 kg a transformação de Filipe Bragança, o João Raul de Coração Acelerado, para um novo filme

Filipe Bragança revela transformação surpreendente para viver Amir Klink. (Foto: Reprodução, TV Brasil)

Filipe Bragança, que viveu João Raul em Coração Acelerado, precisou literalmente mudar o próprio corpo para se tornar Amir Klink em 100 Dias, novo filme de Carlos Saldanha. Para viver o navegador brasileiro, o ator perdeu 12 kg em cerca de dois meses e chegou aos 68 kg antes do início das filmagens.

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Em entrevista ao Sem Censura, o artista contou que começou o processo ainda na preparação para o longa, que acompanha a travessia de Amir Klink pelo oceano. Antes da transformação, o ator pesava entre 79 e 80 kg.

A mudança, no entanto, não aconteceu apenas diante do espelho. Filipe Bragança passou cerca de cinco meses se preparando para o personagem e precisou conciliar a transformação física com o desafio de interpretar alguém que atravessa sozinho um oceano.

O ator revelou que precisou de dois meses para chegar ao peso de 68 kg, que era o ideal para interpretar o personagem. Segundo ele, o processo foi acompanhado por nutricionista e personal trainer.

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A preparação também levou Filipe Bragança a reproduzir um hábito do próprio Amir. Ao descobrir que o navegador mantinha um diário durante a travessia, decidiu fazer o mesmo para tentar compreender melhor o personagem.

“O Amir, durante a travessia, levou um diário. E aí eu pensei: ‘Bom, eu acho que para me ajudar a entender esse personagem eu vou ter um diário também’”, contou.

O que começou como uma ferramenta para o trabalho acabou se tornando um hábito pessoal. “Eu me apaixonei por esse hábito. Então, hoje eu tenho um diário meu.”

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A experiência de interpretar Amir também exigiu que o ator encarasse situações pouco comuns nas produções brasileiras. Parte das filmagens aconteceram no mar, no litoral de São Paulo, enquanto outras cenas foram realizadas em um tanque construído em estúdio, com fundo azul.

“Eu remei muito no oceano, mas filmamos também em estúdio, com fundo azul. Então, eu tinha que imaginar o céu, a nuvem, o sol, os peixes”, relatou.

O longa foi filmado no fim de 2024 e também passou por Paraty, no Rio de Janeiro, cidade onde Amir Klink cresceu. Ao todo, Filipe Bragança estima que foram cerca de dois meses e meio de filmagens.

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Agora, depois de todo o processo de pós-produção, 100 Dias chega cercado de expectativas. O filme está entre os possíveis representantes do Brasil no Oscar 2027 e foi selecionado para a Première Brasil na gala de encerramento do Festival do Rio 2026.

Para o ator, estar entre os filmes cotados para representar o país já é motivo de orgulho. “Eu obviamente estou muito animado e orgulhoso mesmo em estar nessa lista, ao lado de tantos outros grandes filmes produzidos no Brasil esse ano.”

E, apesar de toda a grandiosidade da produção, o ator acredita que a principal ferramenta para encarar personagens tão diferentes é uma característica simples: a curiosidade.

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“Eu acho que talvez uma das maiores virtudes que um ator pode ter é a curiosidade”, afirmou.