Uma denúncia anônima à Polícia Civil foi o estopim para uma investigação que durou mais de um ano e culminou em uma operação nesta quinta-feira (3). A suspeita é de um esquema de direcionamento de contratações na região Sul de Santa Catarina.
Agora, a operação cumpre 11 mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, além de medidas de afastamento de sigilo de telefones e aparelhos eletrônicos nas cidades de Tubarão, Criciúma, Morro da Fumaça, Içara e Siderópolis, todas no Sul catarinense.
Como começou a investigação?
Tudo começou após uma denúncia anônima feita à polícia. Ao longo de mais de um ano de diligências, a 2ª Delegacia de Combate à Corrupção conseguiu elementos que apontam para um possível esquema de direcionamento de contratações na região.
Segundo o que foi apurado, empresas do ramo da construção civil teriam sido beneficiadas por contratações de valores expressivos, havendo indícios de que parte desses recursos tenha retornado na forma de vantagens indevidas, incluindo o custeio de benfeitorias particulares.
A investigação também apura a compra de imóveis com dinheiro em espécie cuja origem não foi esclarecida. Também há suspeita de fraude a procedimentos licitatórios, em prejuízo da livre concorrência e da legalidade.
Mandados foram cumpridos em 5 cidades
Ao todo são 11 mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial em cumprimento pela operação, nomeada de Passárgada, nesta quinta (3). São cumpridas ainda medidas de afastamento de sigilo de telefones e aparelhos eletrônicos nas cidades de Tubarão, Criciúma, Morro da Fumaça, Içara e Siderópolis, todas no Sul catarinense.
As medidas foram deferidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Durante o cumprimento, agentes devem apreender documentos, registros contábeis, contratos e dispositivos eletrônicos capazes de esclarecer os fatos.
O nome da operação faz referência ao poema “Vou-me embora para Pasárgada”, de Manoel Bandeira.
