O Brasil ganhou um parâmetro claro para entender os polos de inovação do mercado com a divulgação do Índice de Cidades Criativas, estudo feito pela Adobe Firefly. A pesquisa analisou os 50 maiores municípios brasileiros, mapeando dados de plataformas como Google Maps, TripAdvisor e Glassdoor.
Florianópolis lidera ranking nacional
Florianópolis conquistou o 1º lugar absoluto entre as cidades mais criativas do país, somando 74,6 pontos, a única a passar dos 70. O pódio conta ainda com Juiz de Fora (MG) em 2.º lugar (63,9 pontos) e Niterói (RJ) em 3.º (63,6 pontos). Ainda em Santa Catarina, Joinville fecha o top 10 com 60,3 pontos.
Geração de empregos e densidade de negócios criativos
O segredo por trás da liderança catarinense está na capacidade de transformar a criatividade em oportunidades reais de trabalho por meio da proporção por habitante. A capital lidera nacionalmente na geração de empregos formais no setor criativo, com 32,2 vagas com carteira assinada para cada 100 mil moradores, além de reunir a marca recorde de 270,8 agências especializadas na mesma proporção. Essa contagem proporcional favoreceu cidades médias e hubs regionais frente às grandes metrópoles.
Pontos fortes e desafios das grandes capitais
Os números revelam que a força da economia do conhecimento não depende apenas do tamanho da máquina pública ou do dinheiro tradicional. Brasília, por exemplo, ocupou a 22ª colocação geral do estudo (e a 17ª entre as capitais).
Apesar de ficar atrás na média geral por causa da densidade por morador, a capital federal mostrou atrativos culturais de peso: garantiu a 3ª posição nacional em quantidade de obras de arte urbana por quilômetro quadrado e o 7º lugar em número de bibliotecas públicas por habitante. O dado mostra que a infraestrutura existe, mas precisa ser melhor conectada a novos negócios.
O futuro da economia criativa no país
Para manter o ritmo de crescimento e garantir posições de destaque nos próximos anos, os municípios precisam investir em internet de qualidade, tecnologia e formação de pessoas.
O desafio dos polos que integram o topo do ranking, que inclui também Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre, é garantir dinheiro e incentivo para pequenas empresas de inovação, permitindo que as cidades fortaleçam seu comércio local e vendam suas ideias para o mundo inteiro.
*Com edição de Luiz Daudt Junior.
