O final de semana e o feriadão de 7 de Setembro, na segunda-feira, devem ser marcados por temperaturas baixas em milhares de cidades brasileiras e possibilidade de geada em algumas regiões do Sul catarinense. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), cerca de 2,6 mil cidades estão em alerta para quedas nas temperaturas nos próximos dias.
Uma massa de ar polar chega ao Brasil a partir de sexta-feira (4) e deve provocar queda nas temperaturas em diversas regiões. O ar frio avança primeiro pelo Rio Grande do Sul e chega em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul no sábado (5). No domingo (6), ela se espalha por grande parte do Centro-Oeste e Sudeste.
Já na noite de sábado (6), as temperaturas atingem valores negativos na Serra Catarinense, com possibilidade de geadas intensas na região. Modelos numéricos indicam mínimas de -3°C, mas os valores podem atingir até -6°C.
Temperaturas abaixo dos 10°C também podem ser registradas na região Sudeste, atingindo parte de São Paulo, especialmente no Vale do Paraíba; sul de Minas Gerais, ao redor da Serra da Mantiqueira; e também o sul e a região serrana do Rio de Janeiro.
A mudança no tempo está relacionada à Oscilação Antártica, um padrão atmosférico que, “em sua fase negativa atual, favorece o avanço de massas de ar polar mais fortes em direção à América do Sul”, segundo o meteorologista Matheus Manente, da Meteored.
Quase três mil cidades em alerta para frio no 7 de Setembro
Segundo o aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que vale até às 12h de segunda-feira (7), 2.670 cidades devem registrar queda de 3ºC e 5ºC entre domingo (6) e segunda (7). O aviso cobre quase metade do país e, de acordo com o Inmet, 66 regiões podem ser afetadas pelo declínio na temperatura. Confira lista:
- Araçatuba
- Araraquara
- Assis
- Baixadas
- Bauru
- Campinas
- Campo das Vertentes
- Central Mineira
- Centro Fluminense
- Centro Norte de Mato Grosso do Sul
- Centro Ocidental Paranaense
- Centro Ocidental Rio-grandense
- Centro Oriental Paranaense
- Centro Oriental Rio-grandense
- Centro-Sul Mato-grossense
- Centro-Sul Paranaense
- Grande Florianópolis
- Itapetininga
- Leste de Mato Grosso do Sul
- Leste Rondoniense
- Litoral Sul Paulista
- Macro Metropolitana Paulista
- Madeira-Guaporé
- Marília
- Metropolitana de Belo Horizonte
- Metropolitana de Curitiba
- Metropolitana de Porto Alegre
- Metropolitana de São Paulo
- Metropolitana do Rio de Janeiro
- Nordeste Mato-grossense
- Nordeste Rio-grandense
- Noroeste Fluminense
- Noroeste Paranaense
- Noroeste Rio-grandense
- Norte Catarinense
- Norte Central Paranaense
- Norte Fluminense
- Norte Mato-grossense
- Norte Pioneiro Paranaense
- Oeste Catarinense
- Oeste de Minas
- Oeste Paranaense
- Pantanais Sul Mato-grossense
- Piracicaba
- Presidente Prudente
- Ribeirão Preto
- São José do Rio Preto
- Serrana
- Sudeste Mato-grossense
- Sudeste Paranaense
- Sudeste Rio-grandense
- Sudoeste de Mato Grosso do Sul
- Sudoeste Mato-grossense
- Sudoeste Paranaense
- Sudoeste Rio-grandense
- Sul Amazonense
- Sul Catarinense
- Sul Espírito-santense
- Sul Fluminense
- Sul Goiano
- Sul/Sudoeste de Minas
- Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
- Vale do Acre
- Vale do Itajaí
- Vale do Paraíba Paulista
- Zona da Mata

Primavera deve ser um período de atenção em SC
Setembro deve ser um mês chuvoso e com diversas ocorrências relacionadas ao fenômeno do El Ninõ, segundo a Defesa Civil de Santa Catarina. O mês marca o início do trimestre que deve ter grande intensificação do fenômeno em escala global.
Normalmente, os meses de inverno são menos chuvosos em Santa Catarina. No entanto, neste ano, a atuação do El Niño contribuiu para um cenário com registros de volumes de chuva acima da média em diferentes períodos e maior frequência de tempestades severas, conforme o órgão.
A preocupação aumenta com a chegada da primavera, período em que normalmente há um aumento da frequência e da intensidade dos sistemas meteorológicos que provocam chuvas e tempestades.
Dessa forma, a combinação entre a climatologia da estação e a intensificação do El Niño torna a primavera o período de maior atenção desde o estabelecimento do fenômeno El Niño, segundo o órgão. O trimestre deve ser marcado por uma intensificação do monitoramento das condições meteorológicas e dos acumulados de chuva, especialmente durante a atuação de sistemas capazes de provocar chuva intensa e tempestades severas.




