Santa Catarina encerrou a temporada de inverno 2026 na serra com avanços no turismo. Pesquisa feita pela Fecomércio SC apurou que os grupos de turistas gastaram 4% mais em termos reais na comparação com o mesmo período do ano passado. Houve também crescimento na participação de visitantes de maior renda. Do total, 41,5% informaram renda acima de oito salários-mínimos (em 2017 eram 28,9%) e a faixa acima de 15 salários-mínimos (acima de R$ 25 mil) passou de 7,4% para 15,4% desde 2017.
A pesquisa apurou que, em média, os grupos de turistas gastaram R$ 3.852 na viagem, sendo R$ 1.625 com hospedagem e R$ 1.226 com alimentação. Os grupos que optaram por avião para chegar à região investiram R$ 5.995 na viagem. Além disso, 80% fizeram compras no comércio local.
Veja as cidades líderes no turismo de inverno e dois projetos na região:
A federação apresentou o resultado da pesquisa durante reunião da Câmara Empresarial de Turismo da entidade, realizada na cidade de São Joaquim nesta quinta-feira (03). O objetivo é acompanhar o desenvolvimento do turismo de inverno, com dados sobre seus impactos nos diversos segmentos de comércio e serviços.
Apesar de a pesquisa ter apurado crescimento real do consumo por parte dos grupos de turistas, a entrevista com empresários indicou percepção de cenário mais difícil. Eles informaram que nesta temporada registraram, em média, faturamento 6% menor frente a de 2025. Mas afirmaram que, mesmo assim, o movimento no inverno é maior do que nos meses de calor.
“A Serra Catarinense vem se consolidando como um destino de maior valor agregado, atraindo turistas com maior renda e elevando o nível de consumo. Esse movimento fortalece a economia regional, mas também exige planejamento e qualificação contínua dos serviços”, destacou o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, que participou do evento em São Joaquim.
Na opinião da secretária de Estado de Turismo, Catiane Seif, o crescimento no número de visitantes com maior poder de compra consolida a Serra de SC como destino de alto valor agregado, o que é positivo.
“Isso evidencia que estamos indo na direção correta, transformando a Serra Catarinense num destino de excelência”, afirma Catiane Seif.
Maioria dos visitantes é de SC
Sobre a origem dos visitantes, o levantamento da Fecomércio apurou que 60,9% dos visitantes dessa temporada eram de Santa Catarina, a maioria da Grande Florianópolis e do Vale do Itajaí. Mas existe um crescimento gradativo de visitantes de outros estados, em especial das cidades de Curitiba e São Paulo.
Na avaliação do setor, a vinda de mais turistas de fora do estado está ligada aos investimentos em promoção e infraestrutura. Além disso, existe a expectativa de que o programa Voa+SC, lançado pelo governo do estado para ampliar conexões regiões, vai aumentar o número de visitantes.
Sobre o tipo de transporte utilizado para chegar até a região, o veículo próprio segue predominando com 82,6% do total. Mas um fato novo é que cresceu o uso do transporte aéreo. Chegou a 9,5% do total, se consolidando como o segundo modal. Esse grupo foi o que teve maior média de gastos, R$ 7.269 e permanência de 4,2 dias. Também cresceu o transporte rodoviário fretado, isto é, viagens de grupos com ônibus.
Motivações das viagens na Serra de SC
A pesquisa apurou que as cidades da Serra que lideraram a atração de visitantes foram Urubici, com 54% das estadias, seguia por São Joaquim (19,1%), Lages (17,5%) e Bom Jardim da Serra (5,0%). A maioria preferiu se hospedar em hotéis e pousadas, 53% do total. Os imóveis alugados por temporada chegaram a 30%, com crescimento em função das plataformas digitais.
Quanto às atrações visitadas na Serra Catarinense, 64,4% informaram belezas naturais e paisagem. Também foram motivações de viagens o clima frio, hospitalidade, enoturismo, gastronomia, tranquilidade e segurança.






