O jogador Kylian Mbappé constava em uma lista com 26 potenciais alvos de sequestro e invasão de domicílio, conforme investigações do jornal francês Le Parisien. O esquema era comandado por Clément L., de 18 anos, conhecido pelo apelido de “Lester Z”. Apesar disso, outros casos de tentativa de sequestro também já aconteceram no futebol, inclusive no Brasil.
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Mesmo detido em regime de isolamento desde agosto de 2026 por roubo a uma relojoaria, o suspeito coordenava as ações de comparsas em liberdade utilizando aplicativos com mensagens temporárias de dentro da prisão. A polícia francesa localizou endereços e dados pessoais do atleta em dois aparelhos celulares apreendidos na cela do jovem.
O drama do pai de Luis Díaz na Colômbia
Casos de restrição de liberdade também atingem diretamente familiares de atletas em atividade na Europa. Conforme apurado pela ESPN da Colômbia, Luis Manuel Díaz, pai do atacante Luis Díaz, do Liverpool, permaneceu sob poder de sequestradores por 13 dias em 2023.
A ação ocorreu no dia 28 de outubro daquele ano em Barrancas, na Colômbia, sendo de autoria do grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN). Ele foi liberado em 9 de novembro, após a implementação de protocolos de segurança envolvendo comissões humanitárias organizadas para as tratativas de paz no país.
Casos emblemáticos no futebol brasileiro
No Brasil, o sequestro de ex-jogadores e de familiares de atletas marcou a história recente do esporte. Relembre episódios de grande repercussão no país:
- Marcelinho Carioca: Em dezembro de 2023, o ex-meia do Corinthians foi sequestrado em Itaquaquecetuba (SP) após sair de um show de pagode. Ele e uma amiga foram mantidos em cativeiro por cerca de um dia e libertados após ação da Polícia Militar de São Paulo.
- Maria de Lourdes (irmã de Ricardo Oliveira): Foi o caso mais longo envolvendo familiares de atletas no Brasil. Raptada por homens armados dentro de sua própria residência, em outubro de 2006, ela permaneceu 159 dias em cativeiro antes de ser localizada pela polícia paulista em março de 2007, após uma denúncia anônima.
- Jorge Valdivia: Em junho de 2012, o meio-campista chileno, que atuava pelo Palmeiras, foi vítima de um sequestro relâmpago em São Paulo. Ele ficou sob poder dos criminosos por algumas horas até ser libertado na Zona Oeste da capital paulista.
O falso sequestro de Somália no Botafogo
Diferente dos casos reais, o futebol brasileiro registra um caso engraçado de um “falso sequestro”. Em 5 de janeiro de 2011, o então volante do Botafogo, Somália, faltou à reapresentação do elenco para o início da pré-temporada e alegou ter sido vítima de um sequestro relâmpago a caminho do centro de treinamentos.
A investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, no entanto, identificou contradições no depoimento do atleta. Posteriormente, em entrevista ao ex-técnico Joel Santana — treinador do Botafogo à época do episódio —, o jogador admitiu que inventou a história para justificar o atraso após passar a noite anterior em uma festa.
O objetivo do volante era evitar uma multa do Botafogo, que previa desconto de 40% nos vencimentos de atletas que faltassem sem justificativa plausível. O jogador foi indiciado por falsa comunicação de crime e realizou um acordo com o Ministério Público para doar R$ 22 mil em cestas básicas. Após o episódio, Somália perdeu espaço no elenco do Botafogo e foi negociado no ano seguinte.
*Sob supervisão de Marcos Jordão











