Três furacões avançam pelo Oceano Pacífico desde quinta-feira (3) em meio à alertas de intensificação do El Ninõ para o próximo trimestre, segundo informações divulgadas pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (National Hurricane Center (NHC). Os fenômenos estão próximos de dois países e já começam a gerar alertas de autoridades sobre os perigos que eles podem trazer caso cheguem ao continente.
Os sistemas foram apelidados de Lowell, Karina e Marie e se encontram simultaneamente sobre o Oceano Pacífico.
Marie ganhou força e passou de tempestade tropical a furacão no fim da última quarta-feira (2), próximo à Baixa Califórnia, no México, enquanto Karina e Lowell seguiam para oeste, afastando-se do continente americano.
No entanto, o furacão Lowell pode se aproximar das ilhas da Havaí, nos Estados Unidos, na segunda-feira (7). Por causa desse cenário, o estado americano entrou em estado de emergência, já que essa pode ser a terceira tempestade que irá atingir a ilha em apenas um mês, segundo a rede de TV CNN.
A tempestade deve fazer uma curva para o norte neste fim de semana, mas ainda há incerteza sobre sua trajetória. O governo colocou a Guarda Nacional do Havaí de prontidão diante do risco de ondas fortes, inundações costeiras e correntes marítimas perigosas nos próximos dias.
Furacão Lowell chega a categoria 5
Segundo informações do UOL, o furacão Lowell já chegou à categoria 5 durante a trajetória pelo Pacífico, a mais alta da escala Saffir-Simpson. O fenômeno perdeu força, mas ainda é considerado uma tempestade de grande intensidade. A previsão indica que uma passagem mais próxima das ilhas de Kauai e Niihau, no Havaí, poderia provocar condições mais severas.
Segundo o NHC, o furacão Karina também está perto do Havaí. Já Marie está a oeste da península da Baixa Califórnia, no México.
“O Centro Nacional de Furacões (NHC) está emitindo boletins sobre o furacão Lowell, localizado a várias centenas de milhas ao sul-sudoeste das ilhas do Havaí; sobre o furacão Karina, localizado a cerca de 800 milhas a leste das ilhas do Havaí; e sobre o furacão Marie, localizado a centenas de milhas a oeste da extremidade sul da península da Baixa Califórnia“, diz o órgão.
A presença dos três furacões é considerada rara. A última vez que algo semelhante ocorreu foi em 2015, cerca de 11 anos atrás, quando os furacões Kilo, Ignacio e Jimena estavam simultaneamente no Pacífico, segundo a Agence France-Presse (AFP).

Furacões estão relacionados com o El Niño
Segundo o meteorologista Marcelo Martins, da Epagri, os fenômenos estão associado às águas quentes relacionadas ao El Niño, que fornecem energia para a formação e o fortalecimento das tempestades tropicais. De acordo com o especialista, os ciclones não devem impactar o clima e as temperaturas no território brasileiro.
Os fenômenos ocorrem em meio à alertas de intensificação do El Niño, que deve ficar ainda mais forte nos próximos três meses, segundo uma previsão oficial da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgada na quinta-feira (3).
Os modelos utilizados pela OMM mostram uma “probabilidade excepcionalmente alta, de quase 100%”, de que o El Niño persistirá até fevereiro de 2027.
Além disso, segundo um monitoramento realizado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (em inglês, National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a probabilidade é de 93% de o fenômeno atingir intensidade muito forte neste trimestre, entre os meses de setembro, outubro e novembro.

Na figura, a sequência dos três gráficos com alta probabilidade de El Niño forte indicam que o fenômeno terá grande intensidade a partir do mês de setembro. Apesar do cenário, a NOAA ressalta que um El Niño mais forte não provoca necessariamente impactos maiores em todas as regiões. Os efeitos também dependem dos sistemas meteorológicos, da umidade do solo e das vulnerabilidades de cada local.










