Um sagui com uma anomalia genética rara foi resgatado em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, nesta sexta-feira (4). Segundo a prefeitura, a suspeita é de que o animal teria sido atropelado antes de ser encontrado.
O animal é leucístico, condição que acontece quando há uma redução ou ausência de pigmentação em parte ou em praticamente todo o corpo do animal, deixando a pelagem muito clara ou branca. A espécie é nativa do Brasil, mas não é natural de Santa Catarina, por isso, o animal é considerado exótico.
Ele foi encontrado na região do bairro Rio Cerro II e foi levado para atendimento em uma clínica conveniada com a prefeitura, onde deverá receber o tratamento necessário, conforme o município. O resgate foi feito pela Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama).
Por não pertencer à fauna local, o animal não poderá ser solto na região. Sendo assim, ele deve ser encaminhado para um centro de triagem de animais silvestres em Florianópolis.
Mordida de saguis pode transmitir raiva
As mordidas de saguis podem ser perigosas e transmitir a doença da raiva. Em Florianópolis, 83 casos de acidentes com macacos, envolvendo principalmente mordidas, foram registrados entre 1º de janeiro e 3 de agosto. O número é cerca de 80% de todo o quantitativo de 2025, que chegou a 103 casos, segundo dados da Secretaria da Saúde de Santa Catarina.
A infectologista Magali Chaves Luiz alerta sobre a importância de não alimentar esses animais.
“Os saguis têm que ficar nas árvores. Eles descem porque precisam de se alimentar. Chega o ser humano e oferece qualquer coisa para ele. Ele vai querer comer cada vez mais e é mais fácil encontrar o alimento”, explica.
Orientações das autoridades
- Não alimentar;
- Não tentar segurar;
- Se encontrar um animal machucado, não tente resgata-lo, chame as autoridades.
Fui mordido, o que faço agora?
Segundo Magali, caso a pessoa seja mordida ou tenha algum ferimento em contato com o animal, a primeira ação deve ser lavar o local de forma adequada com água e sabão. Não se deve passar álcool na lesão. A limpeza ajuda no combate a proliferação do vírus.
Após a higienização imediata, os pacientes mordidos por animais silvestres devem buscar a unidade de saúde mais próxima, onde será disponibilizado soro anti-raiva e receberem demais orientações.




