Um homem foi condenado a 30 anos de prisão em Brusque nesta sexta-feira (4), após roubar e agredir uma mulher em um motel em fevereiro deste ano. A vítima, que morreu meses depois devido aos ferimentos, era diagnosticada com Transtorno do espectro autista (TEA)
O homem responde em regime inicial fechado pelo crime de latrocínio, roubo seguido de morte. Segundo o TJSC, caso ocorreu em 24 de fevereiro de 2026, quando o condenado encontrou a vítima em um motel de Brusque, a assaltou e a agrediu.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), depois de roubar o celular e outros pertences da vítima, o homem a deixou desacordada no quarto e fugiu do estabelecimento. O suspeito teria pulado o muro e deixado o local em uma motocicleta.
A mulher foi encontrada inconsciente por funcionários do local, que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros. A vítima sofreu lesões graves, foi internada e permaneceu em tratamento, mas morreu meses depois.
O laudo pericial do caso apontou que as complicações que levaram à morte da vítimas foram resultados das lesões sofridas no dia do crime. Além disso, durante as investigações, um cordão de identificação da vítima, que era diagnosticada com Transtorno do espectro autista (TEA), foi encontrado com o condenado. O homem também estava com o celular e de outros pertences dela.
Durante o processo, o réu apresentou versões diferentes sobre o ocorrido. Inicialmente, o homem teria afirmado que a vítima sofreu uma queda acidental no dia do crime. Depois, alegou ter agido em legítima defesa após ser atacado por ela.
O juiz comprovou a autoria do latrocínio com base em depoimentos, documentos e laudos periciais. O homem não poderá responder em liberdade. Além da pena de reclusão, o réu deverá pagar multa e iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
