Gigante dos automóveis ameaça abandonar tradicional clube após anunciar reestruturação histórica e cortes

Plano prevê até 50 mil demissões e pode mudar profundamente a relação da montadora com o futebol

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Montadora anunciou plano na última semana (Foto: Divulgação, Wolksvagen)

Montadora anunciou plano na última semana (Foto: Divulgação, Wolksvagen)

A reestruturação interna do Grupo Volkswagen pode provocar um impacto direto no apoio financeiro concedido a tradicionais clubes do futebol alemão. A empresa anunciou a aprovação unânime do “Plano Futuro 2030” por parte de seu conselho de supervisão, um projeto focado na competitividade global que prevê o corte de até 50 mil postos de trabalho.

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Entre as diretrizes estabelecidas na resolução aprovada, o item 10.9 aponta expressamente que investimentos em ações de clubes de futebol não fazem parte da visão estratégica da corporação para os próximos anos. As informações são do jornal alemão “Bild”.

A nova postura corporativa atinge diretamente clubes das principais divisões do país que mantêm parcerias com o grupo ou com suas subsidiárias. Entre os afetados estão o Bayern de Munique (com 8,33% das ações pertencentes à Audi), o VfB Stuttgart (10,4% via Porsche), o FC Ingolstadt (19,9% via Audi) e o VfL Wolfsburg, controlado integralmente pela Volkswagen AG.

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No caso do Bayern, cujo vínculo comercial de patrocínio encerra em 2029, a tendência aponta para a não renovação contratual na avaliação prevista para o próximo verão europeu, embora o clube bávaro tenha reiterado publicamente a satisfação com a parceria.

Apesar das incertezas geradas no mercado, a situação do VfL Wolfsburg permanece garantida pelo fato de o clube ser uma subsidiária integral da montadora alemã. O orçamento repassado à equipe, no entanto, já vem enfrentando reduções significativas. O aporte anual caiu de 80 milhões de euros (R$ 476 milhões) para cerca de 55 milhões de euros (R$ 327 milhões).

A quantia reduzida atende não apenas ao time profissional masculino, mas também ao desenvolvimento de infraestrutura, futebol feminino e categorias de base, exigindo ainda a devolução de eventuais lucros operacionais para a matriz.