Urubici, na Serra catarinense, é a cidade que concentra mais da metade das hospedagens turísticas da região serrana de Santa Catarina. O município se tornou um símbolo da região mais fria do Estado; também, pudera: de serras gigantes a cachoeiras encantadoras, a cidade reúne atrações que vão além do frio e se destacam entre as paisagens catarinenses.
O levantamento pela Fecomércio aponta que em 2026 o gasto médio dos turistas cresceu 4%, com o impulsionamento do comércio local e mudanças no padrão de consumo dos visitantes.
Os dados também reforçam os novos hábitos dos visitantes, que cada vez mais vêm demonstrando preferência por “hospedagens-destino”, voltadas para a experiência dos consumidores.
Como é Urubici?
Município com apenas 11 mil habitantes, segundo o IBGE, Urubici já foi também uma das cidades mais acolhedoras do Brasil. A Serra do Corvo Branco e a Cascata Véu de Noiva são paradas obrigatórias para quem visita o município. Combinando aventura e beleza natural, os atrativos revelam por que a região se tornou uma queridinha dos viajantes.
A Serra do Corvo Branco, que tem o famoso corte na rocha com quase 90 metros de altura, impressiona os visitantes. A estrada, que foi a primeira ligação entre o Litoral e a Serra de Santa Catarina, ainda guarda seu ar desafiador com suas curvas fechadas. O cenário é pano de fundo para fotos dos visitantes, que não perdem a oportunidade de registrar a imponência da serra.
Já a Cascata Véu de Noiva, localizada a cerca de 20 quilômetros do centro de Urubici, é uma das mais belas entre as existentes no município. Suas águas deslizam suavemente por um paredão de basalto de 65 metros de altura, formando um espetáculo que lembra o tecido branco de um véu nupcial, que é de onde vem o nome da cachoeira.
O local ainda oferece estrutura com restaurante e trilhas, incluindo um percurso suspenso entre as copas das árvores, perfeito para os aventureiros que buscam contato mais próximo com a natureza.
Turismo cresce na Serra de SC, aponta Fecomércio
A pesquisa da Fecomércio ainda revelou que os turistas também exploram mais o comércio local das cidades onde se hospedam: cerca de 80% fazem compras em estabelecimentos locais. Em 2026, o gasto médio por grupo de turistas chegou a R$ 3.852, com principal destaque para hospedagem e alimentação.
Um segmento promissor na região, o enoturismo, voltado para a produção dos vinhos de altitude e experiência nas vinícolas, registrou a visitação de 20% do total dos visitantes, denotando o crescimento do ramo e as tendências procuradas por diferentes turistas.
“A Serra Catarinense vem se consolidando como um destino de maior valor agregado, atraindo turistas com maior renda e elevando o nível de consumo. Esse movimento fortalece a economia regional, mas também exige planejamento e qualificação contínua dos serviços”, afirma o presidente da Fecomércio de Santa Catarina, Hélio Dagnoni.
Qual o perfil dos viajantes
A pesquisa da Fecomércio aponta que 60,9% dos turistas que visitam a região serrana são catarinenses. Entre os visitantes dos outros estados, lideram os do Paraná e de São Paulo, e apesar de veículos próprios ainda serem o maior meio de deslocamento, as viagens de avião atingiram um número histórico, chegando a 9,5% em 2026.
A quilometragem média de deslocamento dos turistas que permanecem na região é de 530 km até a Serra Catarinense, enquanto excursionistas fazem deslocamentos médios de 174 km. Já quem vem de avião, percorre cerca de 1.800 quilômetros para chegar. Os destinos mais visados são Urubici, São Joaquim e Lages.
Além do crescimento de segmentos como o enoturismo e o turismo de experiência, o turismo de lazer e o ecoturismo estão entre as atividades mais procuradas pelos visitantes. Nesse contexto, alguns pontos turísticos populares se destacam, como o Morro da Igreja, a Serra do Rio do Rastro e a Serra do Corvo Branco.





