Feriado de 7 de Setembro ganha atenção de presidenciáveis com protestos contra STF e desfiles

Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) participam de atos contra ministro Alexandre de Moraes no Dia da Independência, que tem manifestações em São Paulo e outras capitais

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Protestos e atos

Protestos contra STF com presença de presidenciáveis e desfiles cívico-militares marcaram feriado de Dia da Independência (Fotos: YouTube, Reprodução / Fábio Rodrigues-Pozzebom, Agência Brasil)

O feriado de 7 de Setembro foi marcado por desfiles e por manifestações de grupos de direita que miram o Supremo Tribunal Federal (STF) e as recentes denúncias sobre relação de ministros da Corte com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

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A maior movimentação era prevista para as 15h, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), e foi convocada pelo candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL). Nomes como o governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e lideranças como o pastor Silas Malafaia devem participar e discursar.

O ato deve ter como um dos temas a defesa de punições a nomes como o ministro Alexandre de Moraes, alvo principal das suspeitas apresentadas na semana passada no STF. A ex-primeira-dama e candidata ao Senado, Michelle Bolsonaro (PL-DF), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também devem participar da manifestação.

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Quando cada ministro do STF deve deixar o cargo

Atos em outras cidades

Inicialmente, o ato buscaria divulgar a candidatura de Flávio com o lema “É Agora ou Nunca”, mas a recente crise no STF fez o ato ganhar contornos de protesto contra a Suprema Corte e o atual governo, com o mote “Fora Lula, Fora Moraes”.

Há protestos de grupos políticos da direita previstos também em pelo menos outras 15 capitais brasileiras. Em Santa Catarina, há mobilização de eleitores ligados ao PL prevista para cidades como Florianópolis, no Trapiche da Beira-Mar Norte, e Blumenau, na praça em frente à prefeitura. Entre as pautas deve estar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes do STF.

Nas redes sociais, Flávio já publicou um vídeo cobrando o posicionamento da ministra Cármen Lúcia no julgamento que deve decidir se Moraes será ou não investigado pelas conversas mantidas com Daniel Vorcaro. No fim de semana, o candidato do PL chamou Moraes de “laranja podre” do STF em um ato de campanha no Paraná e defendeu que ele não reúne condições para continuar na Corte.

STF na pauta também de outros presidenciáveis

Mais cedo, o presidenciável Romeu Zema (Novo) também participou de outro ato em alusão ao Dia da Independência na Avenida Paulista que concentrou críticas ao STF. Renan Santos, do partido Missão, também convocou um ato para a região do Obelisco do Ibirapuera, também na capital paulista. O evento também tinha como tema protestos contra o STF e Moraes.

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Em ascensão nas últimas semanas, o candidato Augusto Cury (Avante) participou de uma caminhada pela manhã em Copacabana, no Rio de Janeiro, mas o ato teve como temas “fé, família, educação e valores”, sem referências direta aos ministros do STF e à crise recente na corte.

Os demais presidenciáveis também não tiveram agendas ligadas diretamente à crise no STF. Ronaldo Caiado (PSD) assistiu ao desfile cívico pela manhã em Goiânia (GO). Já o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, ao lado da esposa Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e dos presidentes do STF e do Congresso Nacional. O ato não teve a presença dos ministros no centro da crise no STF, Moraes e Mendonça, mas reuniu chefes dos Poderes e teve como tema a soberania nacional.

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No domingo, em pronunciamento em rádio e TV e divulgado também nas redes sociais, Lula defendeu a soberania nacional.

“Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém”, afirmou.