A Galvanotek, fabricante brasileira de embalagens plásticas que completa 35 anos em 2026, está investindo R$ 65 milhões para entrar no mercado de papelão ondulado. Em construção em Barão, no interior do Rio Grande do Sul, a nova fábrica da empresa terá capacidade para produzir até 250 caixas por minuto, com modelos destinados a pizzarias, lanchonetes e serviços de delivery entre os produtos previstos.
Com cerca de 19 mil metros quadrados de área construída, a unidade deve iniciar os primeiros testes operacionais no primeiro trimestre de 2027. As informações foram publicadas pelas revistas Exame e Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN).
A expansão amplia o portfólio da companhia, que tem sede em Carlos Barbosa, município vizinho a Barão, e cresceu com a fabricação de embalagens plásticas para alimentos. Segundo a PEGN, a empresa produz mais de 6 mil toneladas de peças por mês e exporta para 18 países, incluindo Estados Unidos, México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile.
Como será a fábrica de R$ 65 milhões
A nova unidade será dedicada à produção de embalagens de papelão ondulado. Entre os produtos previstos estão:
- Caixas de pizza;
- Embalagens para delivery;
- Caixas para sanduíches;
- Bandejas de papel;
- Caixas convencionais de papelão.
Segundo a Exame, a estrutura terá uma onduladeira capaz de operar a até 300 metros por minuto. O equipamento transforma bobinas de papel em chapas de papelão ondulado, que depois passam pela impressão e pelo corte.
Duas impressoras industriais vão completar a linha, cuja capacidade será de até 250 caixas por minuto. Após o início dos testes, os equipamentos passarão por ajustes e validação antes do avanço da produção em escala.
A proposta é realizar mais etapas dentro da própria empresa, desde a transformação das bobinas até a embalagem final.
“Quando você tem controle sobre mais etapas da produção, você tem mais autonomia para inovar, mais agilidade para atender o cliente e mais capacidade de garantir qualidade do começo ao fim”, disse Jeancarlo Piccinini, coordenador de vendas da Galvanotek, à Exame.
Empresa começou com tratamento de metais
A história da Galvanotek começou em 1991, quando Manoel Bragagnolo fundou o negócio com o filho, Alexandre, após se aposentar da Tramontina, onde era diretor, conforme a PEGN.
Inicialmente, a empresa trabalhava com galvanoplastia, processo de tratamento de superfícies metálicas. A entrada no mercado de embalagens plásticas ocorreu em 1997, diante do crescimento da demanda por esse material.
A companhia passou a fabricar embalagens moldadas a partir do aquecimento de chapas de plástico, destinadas principalmente ao setor de alimentos. Hoje, atende segmentos como confeitarias, padarias, supermercados, rotisserias e serviços de entrega.
Nova frente amplia atuação no setor de alimentos
Com a fábrica de papelão, a Galvanotek vai combinar a atuação no novo segmento com a produção de embalagens plásticas. A estratégia é ampliar a oferta aos clientes e assumir mais etapas da cadeia produtiva.
A expansão ocorre enquanto a companhia também desenvolve novos formatos de embalagens. Conforme a PEGN, mudanças nos hábitos de consumo, como a procura por porções individuais, alimentação saudável e entregas, orientam a criação dos produtos.
“Sem estudar como o consumidor se comporta não há inovação”, afirmou Paula Bragagnolo, analista de pesquisa e desenvolvimento e neta do fundador, à PEGN.
Entre as soluções desenvolvidas estão embalagens com tecnologia antivapor, que permite visualizar alimentos quentes sem o embaçamento da tampa, e modelos que podem ser levados do freezer diretamente ao forno.





