Segundo o levantamento, Flávio tem 40% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 37% em MG (Foto: Manoella Mello, Globo)
A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) pela primeira vez em Minas Gerais em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial. Desde 1989, todo candidato que venceu a corrida para presidente da República também ganhou em MG.
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Segundo o levantamento, Flávio tem 40% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 37%. A diferença, porém, está dentro da margem de erro da pesquisa, o que configura empate técnico entre os dois.
Na pesquisa anterior, Lula estava numericamente à frente com 38%, e Flávio tinha 35%.
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Flávio Bolsonaro (PL): 40% (eram 35% em agosto)
Lula (PT): 37% (eram 38%)
Branco/nulo/não vai votar: 15% (eram 18%)
Indecisos: 8% (eram 9%)
A série histórica também mostra perda de vantagem de Lula. Em agosto de 2025, o presidente tinha nove pontos de frente sobre Flávio em Minas. Agora, aparece com 37%, seu pior desempenho no estado segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Esse é o pior desempenho que a gente mensura do Lula nesse estado-chave. O Lula vinha com uma vantagem, lá no meio do ano passado, que era confortável. Isso veio diminuindo.
Para Nunes, uma rodada isolada não permite cravar uma mudança definitiva no eleitorado, mas a trajetória de Lula no estado indica uma tendência de queda.
Quem são os 13 candidatos a presidente da República nas Eleições 2026
Clariana Barão, do DC (Foto: Reprodução)Edmilson Costa, do PCB (Foto: Divulgação)Escritor Augusto Cury, do Avante (Foto: Divulgação)Flávio Bolsonaro, do PL (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)Hertz Dias, do PSTU (Foto: Divulgação)Lula, do PT (Foto: Reprodução)Pablo Marçal, que solicitou registro de candidatura pelo PRTB (Foto: Reprodução)Renan Santos, da Missão (Foto: Divulgação)Romeu Zema, do Novo (Foto: Divulgação)Ronaldo Caiado, do PSD (Foto: Divulgação)Rui Costa Pimenta, do PCO (Foto: Instagram Rui Costa Pimenta, Reprodução)Samara Martins, da UP (Foto: Divulgação)Wilson Grassi, do Democrata (Foto: Redes sociais, divulgação)
Por que Minas Gerais é considerado um “estado termômetro”
O peso do levantamento também está relacionado ao histórico eleitoral de Minas Gerais, considerado um “estado pêndulo. Isso porque um candidato nunca venceu uma eleição presidencial no país sem também vencer em MG, desde 1989.
O estado reúne o segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 16 milhões de eleitores inscritos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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O mapa eleitoral mineiro reflete divisões presentes em outras regiões do país. O sul do estado e as divisas com São Paulo mantêm alinhamento com a região Sudeste, enquanto o norte e o Vale do Jequitinhonha apresentam dinâmica de votação próxima à do Nordeste.
Saiba mais sobre o histórico eleitoral de MG
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Ficha técnica da pesquisa
A Quaest entrevistou 1.506 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04716/2026.