Marido teria passado horas com corpo de médica em apartamento antes de deixar bebê sozinho no PR

Médica Gassi Mazia teve o corpo encontrado por um familiar que ouviu o choro do bebê vindo do apartamento

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Médica morta no Paraná tinha 30 anos (Foto: Divulgação)

Médica morta no Paraná tinha 30 anos (Foto: Divulgação)

O marido da médica Gassi Mazia, de 37 anos, João Vitor Domingues Romeiro, teria permanecido algumas horas com o corpo da vítima no apartamento onde o crime aconteceu antes de deixar o filho de oito meses sozinho, no Paraná, segundo o Ministério Público. Gassi teve o corpo encontrado por um familiar, que ouviu o choro da criança antes mesmo de entrar no imóvel.

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O MP, segundo informações do g1, afirmou que João invadiu o apartamento e “executou covardemente” Gassi. Ele não aceitava o término do relacionamento, segundo o órgão.

“A gravidade concreta do crime perpetrado por João Vitor Domingues Romeiro transborda os limites da barbárie ordinária. De acordo com o apurado restou preliminarmente identificado que o autuado, por não aceitar o término do relacionamento com sua ex-companheira, invadiu o apartamento desta e a executou covardemente. Mais do que o ato em si, a frieza e a crueldade demonstradas na execução do crime chocam e justificam a prisão preventiva”, disse o MP.

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A manifestação é baseada nos depoimentos prestados por policiais militares que estiveram presentes na ocorrência, além de informações de testemunhas. Segundo o delegado Adriano Garcia, João tentava reatar o relacionamento com Gassi. O caso foi registrado como feminicídio.

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Homem está internado em hospital

João foi encontrado pelos policiais em um carro no pátio da residência de uma familiar em Mandaguari, a 32 quilômetros de distância de Maringá, onde o crime aconteceu. Ele estava com ferimentos no pescoço e, por isso, recebeu voz de prisão e foi levado a um hospital. Desde então, ele permanece internado e ainda não passou por audiência de custódia, marcada para esta quarta-feira (9).

De acordo com a familiar, João teria perguntado, na noite de sábado (5), por meio de mensagens, se ela estava em Mandaguari. Depois, ligou para ela para pedir seu endereço, ainda sem falar da morte da médica. Ainda dentro do carro, estacionado no pátio do imóvel, João teria confessado o feminicídio.

“Ele falou para mim que ele e a Gassi tinham brigado e que ele tinha matado ela”, disse a testemunha.

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Corpo já tinha sido encontrado antes da polícia chegar

O corpo de Gassi já havia sido encontrado pelo familiar que ouviu o choro do bebê. Ao chegar no apartamento, ele já sabia do assassinato, segundo a PM.

Três facas foram achadas ao lado do corpo da médica. O bebê, que estava no imóvel, não estava ferido. Gassi teve o sepultamento na manhã de segunda-feira (7).

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O homem era servidor público da prefeitura de Marialva, que emitiu uma nota após o ocorrido informando a exoneração dele. “A administração municipal repudia de forma veemente e absoluta qualquer ato de violência contra a mulher e reafirma que são inadmissíveis condutas que atentem contra a vida, a dignidade e a integridade de qualquer pessoa”, escreveu.

Gassi foi lembrada como uma profissional competente e dedicada. Ela atuava na cidade de Sarandi, na UBS Nova Aliança, a prefeitura emitiu uma nota de pesar.

Durante sua trajetória no município, dedicou seu conhecimento, sua experiência e seu compromisso profissional ao cuidado com a população. Sua contribuição para a saúde pública de Sarandi será lembrada com respeito e gratidão por todos que tiveram a oportunidade de compartilhar sua caminhada. Neste momento de dor, a Prefeitura de Sarandi se solidariza com seus familiares, amigos, colegas de trabalho e todos que sofrem com sua partida. Diante das circunstâncias de sua morte, também manifestamos nosso repúdio a toda forma de violência contra as mulheres.