Como foi a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul de 2026

Fenômeno atinge o ápice às 1h30 desta sexta-feira (31)

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Há a expectativa de até 25 meteoros por hora em locais favoráveis (Foto: National Park Service/Brad Sutton, Nasa, Divulgação)

Entre a noite desta quinta-feira (30) e a madrugada de sexta-feira (31) a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul atinge seu momento de máxima atividade. O horário mais favorável para iniciar a contemplação é a partir da 1h30 da madrugada.

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Considerado a maior chuva de meteoros que pode ser vista do Brasil, o fenômeno ocorre todos os anos e segundo estimativas da Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pode gerar uma média de até 25 “estrelas cadentes” por hora sob condições ideais de observação.

Como e onde assistir a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul

Para acompanhar o espetáculo, não é necessário utilizar equipamentos profissionais, como binóculos ou telescópios. A observação deve ser feita a olho nu.

Especialistas recomendam buscar locais afastados das luzes urbanas, com campo de visão amplo direcionado para a faixa entre o noroeste e o leste. É dessa região do céu, próxima à constelação de Aquário e à estrela Delta Aquarii, que os meteoros parecem se originar.

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Apesar de a Lua cheia estar presente no céu, o que reduz o contraste e pode ofuscar os fragmentos de menor intensidade, os maiores meteoros continuarão visíveis. Segundo o g1, para quem deseja registrar o momento com fotografias, a orientação é apontar a câmera para direções opostas ao brilho lunar, utilizando tempo de exposição longo (cerca de 10 segundos) e sensibilidade ISO elevada.

Entenda a velocidade e a origem das “estrelas cadentes”

As chuvas de meteoros ocorrem periodicamente quando a Terra atravessa rastros de poeira e detritos deixados por cometas ou asteroides no espaço. Ao entrarem na atmosfera terrestre em alta velocidade — variando entre 40 mil km/h e 260 mil km/h —, essas partículas minúsculas entram em combustão devido ao atrito, gerando os clarões luminosos.

O tempo de duração desses rastros costuma ser de frações de segundo. No entanto, quando um fragmento maior atinge a atmosfera, pode produzir um brilho superior ao do planeta Vênus.

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Além da Delta Aquáridas do Sul, predominante no Hemisfério Sul, o período atual também permite observar fragmentos da chuva Alfa Capricornídeos, famosa por produzir rastros mais lentos e por vezes coloridos — e o início da atividade das Perseidas. O próximo grande evento astronômico do calendário será no dia 12 de agosto, quando ocorrerá o pico das Perseidas, visível com maior intensidade nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

*Com informações do g1