Todos os anos dezenas de novos exoplanetas são confirmados no universo, e o número dos confirmados já ultrapassa 6,3 mil. Porém, alguns deles desafiam a compreensão que nós temos dos planetas e excedem a nossa imaginação.
Se você é um curioso astronômico ou um aficionado por ficção científica, o NSC Total separou sete dos mais excêntricos exoplanetas que existem no universo e como seria viver em cada um deles.
Tabela de conteúdos
Planeta cometa
Ao me aproximar de BD+05 4868 Ab, a primeira impressão não seria a de um planeta comum, mas a de um mundo em colapso. Em vez de uma esfera, você veria um corpo rochoso sendo lentamente destruído, deixando para trás uma cauda de poeira brilhante, como se fosse um cometa.

Esse exoplaneta chamou atenção justamente porque parece estar se desintegrando diante dos astrônomos. Ele orbita muito perto de sua estrela, o que eleva a temperatura da superfície a níveis capazes de vaporizar rochas.
Chuva de pedras preciosas
Ao chegar a WASP-121 b, a paisagem seria a de um mundo levado ao limite. O lado iluminado pareceria quase líquido de tanto calor, enquanto o lado escuro guardaria outro tipo de espetáculo: uma chuva de minerais, incluindo rubis e safiras.

WASP-121 b é um gigante gasoso extremamente quente, classificado como Júpiter ultraquente. Observações apontaram a presença de elementos e compostos que sugerem uma atmosfera complexa, com circulação intensa entre o lado diurno e o noturno.
Dentre os minerais estimados a “chover” estão o ferro, magnésio e coríndon. Este último mineral é conhecido na formação de pedras preciosas, como rubis e safiras.
Mar de magma
Se você chegasse a TOI-561 b, não encontraria continentes, mares ou qualquer paisagem familiar. O que apareceria diante do visor seria uma superfície ardente, brilhando em tons alaranjados, como se o planeta inteiro tivesse acabado de sair de uma fornalha.
TOI-561 b é um planeta rochoso extremamente próximo de sua estrela. Ele completa uma volta ao redor dela em menos de 11 horas, o que o coloca entre os chamados planetas de período ultracurto.

Observações recentes sugerem que esse mundo talvez tenha uma atmosfera espessa, algo surpreendente em um ambiente tão hostil. Isso faz do planeta um bom laboratório para investigar como atmosferas podem sobreviver, ou ser constantemente repostas, em condições extremas.
Gigante de algodão doce
WASP-193 b ficou famoso por ser um dos planetas menos densos já encontrados. Seu raio é maior que o de Júpiter, mas sua massa é muito menor, o que lhe rendeu comparações com algodão-doce cósmico. É um gigante gasoso extremamente inflado.

Esse tipo de planeta intriga os astrônomos porque os modelos tradicionais não explicam como uma atmosfera tão “leve” pode permanecer tão expandida sem se dispersar. Por isso, o exoplaneta é valioso para estudar a estrutura e a evolução dos chamados super-puffs.
Buraco negro planetário
Chegar a TrES-2 b seria como voar em direção a um vazio. Mesmo com a estrela ao fundo, o planeta pareceria engolir a luz ao redor, como se fosse uma sombra sólida suspensa no espaço. Não haveria brilho azul ou nuvens claras, apenas a escuridão.

Ainda assim, por ser extremamente quente, pode emitir um brilho avermelhado muito discreto. Os cientistas acreditam que sua atmosfera não tenha nuvens claras capazes de refletir luz de forma eficiente.
Nulificador total
Ao me aproximar de KELT-9 b, a sensação seria a de chegar perto de uma estrela disfarçada de planeta. A luz seria brutal, o calor quase inconcebível, e a própria atmosfera pareceria instável, como se estivesse sendo desmontada pela energia ao redor.

KELT-9 b é um Júpiter ultraquente e está entre os exoplanetas mais extremos já encontrados. O lado voltado para a estrela atinge temperaturas tão altas que a maioria das moléculas que conhecemos seria desintegrada apenas de adentrar a atmosfera.
Esse mundo é importante porque permite observar a física atmosférica em um limite raro. Sua proximidade com uma estrela muito quente faz com que o planeta receba níveis extremos de radiação.
Espelho planetário
Ao chegar a LTT 9779 b, eu veria um mundo tão brilhante que ele pareceria polido, como um espelho flutuando perto da estrela. Em vez de absorver boa parte da luz, sua atmosfera a devolveria em grande quantidade, criando um brilho incomum para um planeta tão quente.
LTT 9779 b chamou atenção por ser o planeta mais refletivo já medido entre os exoplanetas conhecidos. Ele reflete grande parte da luz recebida, e a hipótese mais comum é impressionante: ele provavelmente possui nuvens de metais e vidro.

Chuva de vidro
Se eu me aproximasse de HD 189733 b, a primeira reação talvez fosse de encanto. À distância, ele pareceria um belo planeta azul, quase familiar. Mas bastaria olhar melhor para perceber que aquele azul não esconde água tranquila, e sim uma atmosfera violenta e abrasadora.
Esse exoplaneta ficou famoso pela aparência azulada, mas sua atmosfera é tudo menos acolhedora. Análises indicam que as temperaturas elevadas permitem gotas de vidro incandescentes em velocidades de 7 mil km/h que poderiam fuzilar rapidamente um ser humano.









