Jeep prepara a maior mudança mecânica do Compass em anos

SUV médio deve ganhar sistema híbrido-leve flex com promessa de menor consumo e respostas mais rápidas sem precisar de recarga na tomada

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Jeep Compass deve adotar sistema híbrido-leve flex de 48 volts nas versões Sport, Longitude e Série S da linha 2027 (Jeep, Stellantis, divulgação)

O Jeep Compass está perto de receber sua mudança mecânica mais abrangente desde a chegada do motor 1.3 turbo flex, há cerca de cinco anos. A linha 2027 do SUV médio deve adotar um sistema híbrido-leve de 48 volts nas versões Sport, Longitude e Série S.

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A Jeep ainda não apresentou oficialmente o Compass 2027 nem revelou preços, consumo ou desempenho do modelo atualizado.

A eletrificação chega em um momento importante. Embora continue líder entre os SUVs médios, o Compass passou a enfrentar o Toyota Corolla Cross híbrido e uma quantidade crescente de concorrentes eletrificados de marcas chinesas. Em vez de esperar pela troca completa de geração, a Jeep decidiu mexer no conjunto mecânico de suas versões mais vendidas.

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O que muda sob o capô do Compass

O Compass híbrido-leve deve manter o motor T270 1.3 turbo flex, com 176 cavalos e 27,5 kgfm de torque. Também serão preservados o câmbio automático de seis marchas e a tração dianteira.

A diferença estará na instalação de uma máquina elétrica multifuncional alimentada por uma bateria de 48 volts. O componente deve entregar 15,5 cavalos e 6,6 kgfm para auxiliar o motor a combustão principalmente durante arrancadas, acelerações e retomadas. As informações foram divulgadas pela Auto Segredos.

A potência do componente elétrico não deve ser simplesmente somada aos 176 cavalos do motor 1.3 turbo. Os dois trabalham de formas diferentes e a Jeep ainda não divulgou uma potência combinada para o futuro Compass.

Durante desacelerações e frenagens, o sistema recupera parte da energia que normalmente seria desperdiçada e a utiliza para recarregar a bateria. O motorista não precisará conectar o carro a uma tomada.

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Compass híbrido poderá rodar apenas com eletricidade?

O sistema de 48 volts que será usado no Compass é classificado como híbrido-leve, também conhecido pela sigla MHEV. O motor elétrico auxilia o conjunto principal, mas não movimenta sozinho o SUV.

É uma solução mais simples e barata do que a adotada por híbridos plenos ou híbridos plug-in. A proposta é reduzir o esforço do motor a combustão, melhorar as respostas ao acelerador e permitir uma atuação mais eficiente do sistema de partida e parada automática.

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Essa tecnologia já aparece nos novos Jeep Renegade e Commander. No Renegade, a fabricante informa redução de aproximadamente 7% no consumo urbano e de 8% nas emissões de CO₂. No Commander, o ganho médio de consumo chega a 9,4%, segundo a Jeep.

Os números do Compass ainda dependerão da homologação do Inmetro, pois peso, dimensões e calibração influenciam o resultado. Os dados dos outros dois SUVs, porém, mostram o tamanho do ganho que a Jeep busca com a mudança.

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Quais versões do Compass serão híbridas

A nova motorização deverá aparecer em três configurações:

  • Compass Sport
  • Compass Longitude
  • Compass Série S

A versão Blackhawk seguirá um caminho diferente. Ela deve continuar equipada com o motor Hurricane 2.0 turbo flex de 272 cavalos, câmbio automático de nove marchas e tração 4×4.

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A adoção do sistema nas versões de maior volume torna a mudança mais relevante do que a estreia do Hurricane, inicialmente restrito ao topo da gama. O híbrido-leve poderá representar uma parcela considerável das vendas do Compass.

No Renegade, essa estratégia já mostrou força: as versões MHEV responderam por 48% dos emplacamentos do SUV no segundo trimestre de 2026, conforme balanço divulgado pela Jeep.

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Novo motor, mas sem uma nova geração

Quem espera pelo Compass de nova geração terá de aguardar mais. A linha 2027 brasileira deve conservar o desenho e a estrutura do modelo atualmente produzido em Goiana, Pernambuco, concentrando as novidades na mecânica e em possíveis ajustes de equipamentos.

O novo Compass global já foi apresentado com outra plataforma, carroceria maior e opções híbridas e elétricas. Sua chegada ao Brasil seguirá um cronograma diferente e ainda não teve data anunciada.

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A solução encontrada pela Jeep foi atualizar o Compass atual para prolongar sua competitividade. O modelo terminou o primeiro semestre de 2026 com mais de 27 mil unidades vendidas e manteve a liderança entre os SUVs médios, mas já sente uma disputa muito mais apertada do que aquela encontrada no início de sua trajetória.

Com o sistema de 48 volts, o Compass não se transformará em um carro elétrico disfarçado. A mudança, porém, marca o início da despedida das versões tradicionais movidas apenas pelo motor 1.3 turbo — e abre uma nova fase para um dos SUVs mais vendidos do Brasil.