Benjamin Davis, um estudante de 16 anos de Massachusetts, nos Estados Unidos, conseguiu projetar uma máquina que transforma resíduos de impressoras 3D e outros plásticos em filamentos reutilizáveis para impressoras 3D. O trabalho do estudante ganhou o prêmio Regeneron Young Scientist Awar e recebeu o valor de US$ 75 mil, o equivalente a mais de R$ 386 mil, na cotação atual.
O projeto desenvolvido por Benjamin, aluno do terceiro ano do ensino médio na Bishop Feehan High em Attleboro, criou um sistema que visa melhorar a eficiência da reciclagem com um custo muito menor do que o de máquinas comerciais.
O projeto pode ajudar a reduzir o lixo plástico gerado pelas impressoras 3D e pode tornar a reciclagem mais acessível a estudantes, escolas e pequenos fabricantes.
O aluno recebeu o prêmio Regeneron para Jovens Cientistas da Feira Internacional de Ciência e Engenharia (International Science and Engineering Fair, ISEF), a maior feira de ciências pré-universitária do mundo. Segundo Benjamin, ser premiado no evento foi inesperado.
Para o adolescente, o momento mais memorável da competição foi ouvir o nome dele sendo anunciado no palco. Depois de receber o prêmio, o estudante também apresentou o trabalho na conferência da Associação Americana para o Avanço da Ciência e de se tornou membro da Academia Júnior de Ciências dos Estados Unidos.
Projeto transforma lixo em material reciclado
De acordo com a Sociedade para a Ciência, a ideia do projeto do estudante é pegar o plástico que se tornaria lixo, processá-lo e transformá-lo em material que pode ser reutilizado em impressoras 3D. A pesquisa de Benjamin tem se concentrado na reciclagem e extrusão de plástico, processo industrial em que o plástico em é derretido e empurrado através de um molde para criar peças compridas com a mesma forma.
O prêmio que o jovem recebeu também incentivou Benjamin a continuar trabalhando na tecnologia. Segundo ele, o reconhecimento do prêmio solidificou seus planos de estudar manufatura avançada e engenharia. Além disso, de acordo com o Times Of India, o jovem pretende aprimorar a máquina e buscar uma nova versão da pesquisa para o ano que vem.
Desde que participou da Feira Internacional de Ciência e Engenharia (International Science and Engineering Fair, ISEF), a maior feira de ciências pré-universitária do mundo, o estudante tem se preparado para a próxima etapa da pesquisa.
De acordo com informações da Times Of India, Benjamin quer aprimorar a máquina de extrusão-pultrusão para que seja mais eficiente e comercialmente viável. O estudante espera desenvolver outra máquina capaz de produzir filamentos compostos de alta temperatura, ampliando potencialmente a gama de materiais que sua pesquisa pode abordar.
