Um lote com 20 iPhones 17 avaliados, em média, em 1,2 milhão de pesos chilenos cada foi apreendido pela Polícia de Investigações (PDI) na zona de carga do Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, em Santiago. A descoberta partiu de um detalhe simples: o GPS de um único celular roubado.
A diligência, conduzida pelo Departamento de Inspeção Secundária da PDI, começou depois que uma cidadã brasileira registrou a denúncia do roubo de seu próprio celular no centro de Santiago. O sistema de geolocalização do aparelho dela permitiu à polícia rastrear o caminho percorrido até chegar ao cargamento.
Como o GPS de um celular ajudou a encontrar 20 iPhone?
O rastreamento por GPS costuma indicar apenas a localização de um único aparelho. Mas, nesse caso, a investigação seguiu o sinal até um ponto em que vários dispositivos roubados haviam sido reunidos em um mesmo local antes do envio.
Ao chegar à zona de carga do aeroporto, os investigadores encontraram a encomenda com os 20 celulares embalados juntos, prontos para seguir viagem internacional.
Quase todos os celulares estavam bloqueados
Segundo o inspetor Diego Escobar, responsável pela diligência, “gran parte de estos equipos mantenía bloqueos por IMEI asociados tanto a robo como extravío”, ou seja, a maior parte dos aparelhos já estava travada por associação a denúncias de roubo ou perda.
Esse bloqueio, ligado ao número de identificação único de cada celular, é uma das principais barreiras contra a revenda de aparelhos roubados, já que impede o uso normal do smartphone mesmo depois de trocado de dono ou de país.
Ainda assim, o bloqueio por IMEI não impede que os aparelhos sejam usados como fonte de peças ou revendidos em mercados menos regulados, o que explica o interesse em enviá-los para fora do Chile.
Um esquema que pode ir muito além de um único aeroporto
O caso reforça um padrão observado por autoridades em diferentes países: celulares de alta gama roubados em centros urbanos costumam ser reunidos em lotes antes de seguir para destinos internacionais, onde a fiscalização pode ser mais frágil ou o mercado paralelo, mais aquecido.
Para quem foi vítima de furto de celular, o episódio é um lembrete de que ativar e monitorar o GPS do aparelho pode ser decisivo não apenas para tentar recuperar o próprio bem, mas também para ajudar a expor esquemas maiores de receptação, como demonstrou a investigação da PDI no aeroporto de Santiago.






