Como alga se tornou matéria-prima para impressão 3D de alimentos

Frente de pesquisa une gastronomia, ciência e tecnologia na utilização de algas para além do consumo humano

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Com a impressora 3D, a macroalga Kappaphycus alvarezii ganha espaço em uma frente de pesquisa que une gastronomia, ciência e tecnologia (Foto: Divulgação, Senac)

Projeto do grupo Hub Senac Gastronomia do Mar, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Santa Catarina, utiliza a macroalga Kappaphycus alvarezii, cultivada no litoral catarinense, como matéria-prima para impressão 3D de alimentos, abrindo novas possibilidades para a alimentação funcional e sustentável.

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A pesquisa é uma parceria do Projeto Macroalga com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O objetivo é fortalecer a capacidade de desenvolver soluções inovadoras com potencial científico, tecnológico e econômico.

Segundo o PhD e pesquisador do Projeto Macroalga, Ricardo L. Barcelos, a tecnologia é um avanço da aplicação da Kappaphycus alvarezii para a gastronomia e a alimentação clínica:

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“A impressora 3D de alimentos preserva as propriedades nutricionais da matéria-prima e abre espaço para alternativas inéditas voltadas a diferentes públicos”, destaca.

Impressão 3D a base de Algas

A impressão com a alga Kappaphycus alvarezii, é parecida com uma impressora convencional, a diferença é o uso de biotintas alimentares em vez de tinta comum.

Para transformar a alga em um alimento 3D é necessário criar um modelo digital no computador e passar para um programa de software que separa o molde em camadas e define a velocidade de impressão, a espessura e quantidade de material necessários.

Segundo os pesquisadores, o processo funciona pois a macroalga é rica em κ-carragenana, um tipo de microfibras de celulose que atuam como um gel natural, garantindo estabilidade para as biotintas durante a impressão.

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O projeto jé conquistou alguns testes bem sucedidos, como a criação de balas de goma sabor menta e jambu e um isotônico funcional de uva.

Foram realizados treinamentos específicos em impressão de alimentos e validação de protocolos para hidrogéis, purês estruturados e bioimpressão gastronômica.

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Os próximos são a otimização dos parâmetros de impressão 3D e a criação de novos modelos alimentícios para impressão. Além de pesquisa quanto ao valor nutricional dos alimentos produzidos.

*Sob Supervisão de Nicoly Souza