Uma alternativa para o consumo de pilhas e baterias em equipamentos eletrônicos dentro de casa já começa a se tornar realidade. Pesquisadores estudam a evolução de painéis de energia solar, mas a novidade passa pelo ambiente de utilização.
Trata-se de painéis de energia que funcionam a partir da luz artificial de ambientes internos como casas e escritórios. A tecnologia não é nova, mas sempre foi pouco eficiente, além de cara e instável, mas ao longo dos anos foi aprimorada e pode estar próxima de chegar a um novo estágio, de chegar ao dia a dia das pessoas.
À frente do projeto que desenvolve a novidade está o professor Motjaba Abdi-Jalebi, do Instituto de Descoberta de Materiais da University College London. De acordo com o Fast Company, o cientista e sua equipe conseguiram desenvolver células solares internas com eficiência seis vezes maior do que os painéis atuais e com fabricação de baixo custo.
Essa inovação só foi possível por conta de um material chamado de perovskita, que apesar de ainda ter alguns pontos negativos, como instabilidade e interrupção na condução, pode ser fabricado em larga escala e a custo baixo se comparado com as atuais estruturas.
– Seria possível produzir grandes folhas de células solares de forma rápida e barata – explica o professor em entrevista ao site The Fast Company.
Na prática, a perovskita permite que a luz de lâmpadas comuns, seja de LED ou incandescentes sejam transformadas em até 38% de energia sob iluminação de 1.000 lux, após testes realizados, o suficiente para iluminar um escritório.
Futuro promissor
Após aperfeiçoamento e melhoria na estabilidade, a pesquisa segue para que a novidade possa dar conta de eletrônicos com consumos maiores de energia, como laptops. No entanto os novos painéis já despontam como uma alternativa a pilhas e baterias, cujo descarte ainda é um desafio ecológico e ambiental.
– Nossa visão é substituir bilhões de pilhas descartáveis, que são uma grande fonte de resíduos tóxicos, por uma solução limpa e reciclável de captação de luz”, defende Abdi-Jalebi.
O próximo passo dos pesquisadores é buscar parceria com a indústria de energia para ampliar a produção dos aparelhos e torná-los presentes nas casas do mundo todo. A expectativa é de que essa tecnologia se tornem tão comuns no futuro quanto as baterias atualmente.





