Fortuna subterrânea esquecida no século XI: Buscador amador encontra recipientes com milhares de moedas de prata raras e desafia a história do comércio viking no Mar Báltico

Um detectorista encontrou milhares de moedas de prata e joias enterradas há cerca de mil anos na Finlândia

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Tesouro de prata com milhares de moedas foi encontrado por um detectorista na cidade de Sysmä, na Finlândia (Foto: Museu da Cidade de Lahti)

Tesouro de prata com milhares de moedas foi encontrado por um detectorista na cidade de Sysmä, na Finlândia (Foto: Museu da Cidade de Lahti)

Um simples sinal emitido por um detector de metais acabou levando a uma das descobertas arqueológicas mais impressionantes já feitas na Finlândia. O que parecia ser mais uma busca em uma área conhecida se transformou em um achado com milhares de moedas de prata e fragmentos de joias.

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O tesouro foi encontrado na cidade de Sysmä, no sul do país, e teria sido enterrado no século XI. A descoberta é considerada o maior conjunto de moedas de prata da chamada Idade do Ferro Final já localizado em território finlandês.

O mais curioso é que a história não terminou quando o primeiro tesouro apareceu. No dia seguinte, o detectorista voltou a encontrar sinais que levaram os especialistas a investigar a área com ainda mais atenção.

Um tesouro enterrado há quase mil anos

A descoberta foi feita por um detectorista que encontrou objetos de prata enterrados em dois recipientes confeccionados com casca de bétula.

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Os recipientes estavam separados por aproximadamente 12 metros. Dentro deles havia uma grande quantidade de objetos que permaneceram escondidos por séculos.

Entre os itens identificados pelos arqueólogos estão:

  • Fragmentos de prata;
  • Uma pulseira de prata;
  • Um pingente de prata;
  • Uma conta de prata;
  • Uma enorme quantidade de moedas.

As moedas ainda não foram completamente limpas, separadas ou catalogadas. Por isso, os especialistas ainda não sabem exatamente quantas existem.

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Milhares de moedas podem estar no local

Somente as moedas recuperadas até agora pesam pouco menos de cinco quilos. A estimativa dos pesquisadores é que o conjunto possa conter milhares de exemplares. O peso impressiona, mas a importância histórica do material vai muito além da quantidade de prata.

A análise das moedas poderá ajudar os pesquisadores a entender as relações comerciais existentes na região durante o século XI, além de revelar possíveis conexões entre diferentes partes do norte da Europa.

O trabalho de identificação deve levar tempo justamente porque os objetos precisam ser cuidadosamente separados e estudados.

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Detectorista ficou surpreso com nova descoberta

Depois do primeiro achado, o arqueólogo Esko Tikkala, dos Museus da Cidade de Lahti, foi chamado para acompanhar a investigação e a escavação.

A participação de profissionais foi importante para preservar a posição dos objetos e registrar informações sobre o local onde estavam enterrados.

Segundo os Museus de Lahti, o conjunto inclui diferentes peças de prata, além das moedas. O material será estudado para determinar sua origem, idade e possível significado.

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O segundo sinal detectado na área também aumentou o interesse dos pesquisadores e mostrou que ainda poderiam existir materiais arqueológicos escondidos no entorno.

Finlândia teve contato com o mundo Viking

Apesar de atualmente ser associada aos países nórdicos, a Finlândia não fazia parte da Escandinávia nem era um território viking propriamente dito. Isso, porém, não significa que estivesse isolada das sociedades escandinavas.

Durante o século XI, grupos suecos já haviam se estabelecido em partes do litoral sul da atual Finlândia. Além disso, comerciantes e navegadores escandinavos circulavam pelo Mar Báltico.

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Essas conexões ajudaram a aproximar a região de importantes rotas comerciais da época.

A arqueóloga Toni Paukku, dos Museus de Lahti, explicou que a Finlândia estava fortemente ligada à esfera cultural escandinava por causa do comércio realizado pelo Mar Báltico.