A nova obsessão de Jeff Bezos envolve neurônios, cérebro humano e o futuro da IA

Na contramão de rivais, Bezos financia startup que quer descobrir 'algoritmo central do cérebro'

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Jeff Bezos com ilustração de rede neural ao fundo, representando o investimento de US$ 500 milhões na startup de neuro-IA Flourish

Jeff Bezos lidera investimento de US$ 500 milhões na Flourish, que estuda neurônios para criar IA mais eficiente (Foto: mikemacmarketing, Daniel Oberhaus, Wikimedia Commons, CC)

Enquanto o Vale do Silício aposta que o futuro da inteligência artificial esteja no espaço, o fundador da Amazon está pensando na direção oposta — e em escala menor. Jeff Bezos investiu US$ 100 milhões de dólares na Flourish, uma startup que investiga o cérebro humano para o avanço da IA.

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Segundo a Wired, a empresa, que levantou 500 milhões de dólares em investimentos, quer usar a estrutura cerebral para resolver um problema cada vez maior: o consumo de energia gerado por inteligências artificiais generativas por trás de ferramentas como Claude, ChatGPT e Gemini.

O problema da IA que preocupa executivos

Após o boom de inteligência artificial, a demanda criou a necessidade de grandes estruturas físicas para rodar esses programas. Esses espaços são chamados de hiperescalas (hyperscales), datacenters gigantescos com milhares de servidores.

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Cada novo negócio envolvendo hiperescalas passa a demandar mais espaço físico, sem falar na energia. Uma estrutura dessas pode demandar até 100 Megawatts, o que corresponde a entre 45.000 e 80.000 residências por ano.

Solução pode estar no cérebro humano

Para a Flourish, a solução pode estar justamente na estrutura cerebral. A “máquina” por trás da mente humana possui grande poder de processamento em uma forma extremamente compacta. Tudo isso enquanto consome apenas 20 watts (tanto quanto uma lâmpada LED).

Fundada em 2024, a startup ganhou Jeff Bezos só este ano, com um anúncio do que seria quando desse certo o modelo de negócios baseado em IA que similar ao cérebro humano. A proposta descrevia: um sistema sintético chamado Cortex AI que imitaria a capacidade de sinapses da estrutura cerebral para fazer o que as IAs fazem hoje.

A ideia é boa, mas tem futuro?

Por trás da Flourish está Rob Williams, ex-executivo do time de software da própria Amazon, e Thomas Reardon, que trabalhou na primeira versão do Internet Explorer (atual Microsoft Edge) em 1994.

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Reardon também trabalhou na Meta Neural Band, dispositivo que lê atividades cerebrais para mandar comandos aos óculos da Meta. Por mais que o executivo agora se dedique à neurociência na IA, sua empresa não possui produto ainda, e está em fase inicial de investigação da estrutura cerebral.

Quem é Jeff Bezos, bilionário da Amazon que quer investigar o cérebro humano