Bom dia! Está servido o Café com Ânderson deste 9 de outubro de 2026, sexta-feira. Leia abaixo:
Relação com Flávio
A semana foi marcada pela peregrinação dos eleitos em Santa Catarina a Brasília. A maior parte dos que foram à capital federal buscou participar de eventos, atos e fotos com Flávio Bolsonaro (PL). Lideranças catarinenses estiveram em eventos de oficialização de apoios partidários ao senador do Rio de Janeiro. Foi o caso da deputada estadual Paulinha, eleita para a Câmara dos Deputados. Ela esteve com os colegas do Podemos no evento que oficializou o apoio do partido a Flávio, nesta quinta-feira (8).
Relação com Flávio (2)
A peregrinação mostra que os nomes da direita eleitos em Santa Catarina vão apostar na relação com o presidenciável do PL. É uma demonstração de que o recado das urnas sobre a polarização é de que os eleitores estão diminuindo cada vez mais os espaços para quem fica em cima do muro.
Conselheiro
A aproximação entre Flávio Bolsonaro (PL) e Adriano Silva (NOVO) deve ganhar um capítulo específico na economia. Empresário de Joinville antes de entrar na política, Adriano tende a ser uma espécie de “conselheiro” de Flávio para as pautas econômicas em Santa Catarina, especialmente nos temas ligados à indústria, ao empreendedorismo e ao ambiente de negócios. O próprio Flávio deu a senha durante passagem por Joinville, em setembro: “Vou ouvir muito o Adriano para que possa nos ajudar a reindustrializar o país e facilitar a vida dos empreendedores brasileiros”.
Conexão Floripa-DF
O prefeito de Florianópolis, Topazio Neto (Podemos), vai participar da campanha de reeleição da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). O catarinense gravou uma participação ao lado da candidata, que enfrenta Leandro Grass (PT) no segundo turno.
Aliás
Celina e Topazio se aproximaram quando a governadora do Distrito Federal convidou o então secretário municipal de Educação da Capital, o catarinense Thiago Peixoto, para assumir a Secretaria de Educação do DF, em agosto. Desde então, ambos mantêm uma boa relação.
Governadores
O encontro de Jorginho Mello (PL) com os governadores eleitos do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), e do Paraná, Sérgio Moro (PL), ocorreu nesta quinta-feira, em Brasília. Os três estiveram juntos com os senadores eleitos nos respectivos Estados. Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) participaram.
Emendas parlamentares
Um projeto de lei enviado pelo governador à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) prevê a substituição ou a readequação de emendas parlamentares impositivas do orçamento estadual de 2026 que não podem ser executadas por impedimentos técnicos considerados insuperáveis. Na prática, o governo quer alterar a destinação de recursos de emendas que apresentaram problemas técnicos para permitir que o dinheiro seja aplicado em outras programações orçamentárias, respeitando a área original de cada emenda.
Lista
Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, a proposta foi elaborada a partir de uma relação de emendas com impedimentos encaminhada pela Central de Serviços Integrados aos Municípios, vinculada à Casa Civil. O projeto estabelece um procedimento para reprogramar essas emendas, em vez de manter recursos vinculados a destinações que não podem ser executadas.
Defesa
A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) defende a constitucionalidade da lei que garante vagas para dependentes de militares nos Colégios Policiais Militares. A coluna trouxe, nesta quinta-feira (8), a informação sobre o julgamento no TJ-SC do questionamento do MP-SC a um artigo de uma lei aprovada na Alesc que trata do assunto. A corporação argumenta que as unidades têm estrutura administrativa, pedagógica e orçamentária própria, sem subordinação à Secretaria de Estado da Educação. A PM-SC sustenta que a reserva de vagas é uma política de assistência social às famílias dos militares, considerando as particularidades da carreira, como transferências, escalas extraordinárias e riscos da atividade policial.
Defesa (2)
Outro argumento apresentado pela Polícia Militar em defesa da lei é o financiamento dos colégios. Segundo o memorial, as unidades são mantidas com recursos do Fundo de Melhoria da Polícia Militar (FUMPOM), sem utilização de verbas da Secretaria de Estado da Educação ou do Fundeb. O orçamento global informado pela corporação é de R$ 50,7 milhões, dos quais R$ 37,1 milhões são destinados a despesas correntes e suporte civil, enquanto R$ 13,5 milhões cobrem gastos com pessoal militar. Para a PMSC, esse modelo reforça a autonomia dos colégios em relação à rede estadual regular de ensino.
Defesa (3)
A Polícia Militar também argumenta que os colégios não são exclusivos para filhos de integrantes da corporação. Conforme os dados apresentados na defesa levada ao Judiciário, 63,7% da média global das vagas entre 2022 e 2026 foram ocupadas por estudantes da comunidade civil, filhos de pessoas sem vínculo militar. A corporação usa o dado para contestar a tese de exclusividade e sustentar que a prioridade aos dependentes de militares não compromete o acesso da população às unidades. No processo, a PMSC pede que a ação que questiona a constitucionalidade da regra seja julgada improcedente. O julgamento, iniciado na quarta-feira (7), foi suspenso após pedido de vista de quatro desembargadores, depois de o relator votar pela inconstitucionalidade.
Até terça
Na segunda-feira (12), não haverá edição da coluna Café com Ânderson. As notas voltam na terça-feira. As demais publicações no espaço do colunista seguem normalmente.
