Café com Ânderson: O posicionamento de Jorginho e o futuro da relação com Brasília

Leia sobre os destaques do Poder em Santa Catarina

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(Foto: Arte NSC)

Bom dia! Está servido o Café com Ânderson deste 29 de outubro de 2026, quinta-feira. Leia abaixo:

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A carta e o 8 de janeiro
Dois episódios ocorridos após os processos eleitorais de 2022 e 2026 tiveram efeitos semelhantes. A carta de Flávio Bolsonaro, assim como o 8 de janeiro de 2023, foi um marco importante nas narrativas bolsonaristas. Os dois momentos, por simbolizarem extremismos, geraram uma onda de aliados que decidiram virar a página, em vez de seguir abraçados a discursos infundados.

A carta e o 8 de janeiro (2)
O posicionamento do governador Jorginho Mello (PL), que veio três dias após a eleição de domingo, ocorreu horas depois da carta. Foi um sinal de que Jorginho também quer virar a página no tema eleitoral.

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Futuro
Jorginho deve trabalhar nos bastidores para reconstruir pontes com o cenário federal. Não será nada abrupto, mas o suficiente para que o diálogo seja restabelecido. O entorno do governador já começa a mapear possibilidades para abrir conversas.

Futuro (2)
Nos bastidores, para além do caminho natural, que seria Jorginho disputar o Senado em 2030, há quem diga que ele se posicionará para discutir uma possível vaga de vice na chapa do nome da direita na eleição presidencial.

Como ficou a Alesc
Depois de uma composição dentro do PL, a divisão da presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) entre Camilo Martins e Ana Campagnolo nos anos de 2027 e 2028 consolidou-se nesta quarta-feira (28). O governador Jorginho Mello (PL) atuou para que, além dos 16 votos dos liberais, a composição também recebesse o apoio de partidos como o Podemos e o Republicanos, o que já garante a Camilo e Ana 21 dos 40 votos. Outros apoios devem ser confirmados nos próximos dias para consolidar o acordo que prevê Camilo por um ano e meio e Ana por seis meses nos dois primeiros anos.

Krelling
O emedebista Fernando Krelling deve negociar para garantir, pelo menos, um ano na presidência no segundo biênio, de 2029 a 2030. Essa seria a promessa que Jorginho teria feito a ele. Nos primeiros dois anos, o emedebista deve ser o primeiro-secretário da Mesa Diretora. Além disso, pode ficar também com o comando da Escola do Legislativo. Ana Campagnolo será a primeira vice-presidente.

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Conselheiro
A construção da candidatura de Camilo Martins à presidência da Alesc teve o apoio de um velho conhecido da própria Assembleia: Gelson Merisio (PSB). Os dois mantêm uma antiga relação política. Nos bastidores, espera-se que Merisio ajude Camilo a montar a nova estrutura da Assembleia.

Aliás
Em 2028, Camilo deve deixar a presidência da Alesc tanto pelo acordo com Ana quanto para disputar a prefeitura de Palhoça.

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O recado de Ana
A deputada estadual Ana Campagnolo foi às redes sociais para falar sobre como a direita deve agir para conquistar espaços na política. Sem entrar na discussão sobre o resultado eleitoral nem no discurso de Flávio, ela traçou pontos que considera importantes para que o grupo avance até vencer uma eleição presidencial.

“Melancias”
Ana fez uma crítica indireta aos aliados que publicam vídeos nas redes sociais em tom de revolta, expondo as chamadas “melancias”. O termo é usado por bolsonaristas para se referir a figuras políticas que, segundo eles, tiveram alguma relação com a esquerda e atualmente se posicionam como de direita. Na publicação, a deputada disse que uma das estratégias deve ser a de “formar novas lideranças políticas e comunitárias sem cabresto, ameaças e intimidação, levando sempre em conta a fidelidade primária às pautas e valores, não ao personalismo”.