Bom dia! Está servido o Café com Ânderson de 8 de outubro de 2026, quinta-feira. Leia abaixo:
Nova configuração
Os efeitos da nova composição da Alesc, a partir de 2027, já são analisados nos bastidores. O principal foco está na presidência da Assembleia, que deve começar a ganhar corpo nas conversas nas próximas semanas. Acordos já alinhados nos bastidores antes mesmo da eleição apontam para dois anos de PL e dois anos de MDB à frente do Legislativo.
Nomes
Ana Campagnolo é a deputada mais citada pelo lado do PL, mas outros estariam de olho, como Camilo Martins. No MDB, Fernando Krelling, por ter apoiado Jorginho mesmo com o partido estando com João Rodrigues (PSD), é quem ganha força.
Sem eles
Uma das grandes incógnitas é como será a Alesc a partir de 2027 sem duas figuras consideradas importantes para a condução dos trabalhos no Legislativo: Julio Garcia (PSD), eleito deputado federal, e Marcos Vieira (PSDB), que não conseguiu a reeleição. O primeiro comandou a Assembleia em diferentes oportunidades, e o segundo é o presidente da Comissão de Finanças há diversos mandatos. A ausência de ambos deve mexer com os bastidores.
A voz da experiência
Um experiente deputado tem usado uma expressão sobre o que se espera daqui para frente na Alesc: “Que seja sem sobressaltos”.
Descontente
Nos bastidores da política de Joinville, já circula a informação de que o ex-secretário de Governo da prefeitura da cidade na gestão de Adriano Silva, Gilberto Leal (Podemos), não gostou da forma como foi tratado pelo agora vice-governador eleito durante a campanha. Giba, como é conhecido, estaria esperando um apoio maior de Adriano para ajudá-lo na eleição a deputado estadual.
Resultado
Giba fez 11.370 votos, bem distante dos 39.164 votos de Fábio Botelho, que ficou com a segunda vaga do partido na Alesc. O ex-secretário acabou com a segunda suplência do Podemos, ainda atrás de Jorge Kruger.
Aliás
Nas maiores cidades do Estado, os prefeitos e prefeitas ainda calculam o impacto dos trabalhos pessoais nas candidaturas que apoiaram, tanto para a Alesc como para deputado federal. Na maioria dos municípios de maior porte, o efeito dos chefes dos Executivos não teve impactos significativos.
Capital
Em Florianópolis, porém, está o resultado mais impactante do apoio direto de um prefeito. Nos bastidores, é consenso que Topazio Neto (Podemos) saiu fortalecido. Conseguiu eleger Fábio Botelho (Podemos) para a Assembleia, ajudou o vereador Gemada (Podemos) a ter uma votação representativa, a ponto de contribuir com a eleição de Paulinha (Podemos) para deputada federal, e ainda viu o principal desafeto político ser derrotado por Jorginho Mello no primeiro turno após ter sido, praticamente, expulso do PSD por conta do apoio ao governador.
Colégios militares
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) começou a julgar, nesta quarta-feira (7), uma ação do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) que questiona um artigo de uma lei aprovada pelo governo do Estado na Alesc. O projeto em si tratava da criação dos militares temporários, mas estabeleceu também que os militares estaduais, como um todo, têm direito à vaga para seus dependentes nos Colégios Policiais Militares. Atualmente, metade dos espaços nas escolas é destinada a filhos de militares, enquanto o restante é aberto à sociedade em geral.
Colégios militares (2)
O desembargador Ricardo Fontes, relator do processo no TJ-SC, votou por declarar inconstitucional o artigo, o que derruba o texto. No entanto, quatro desembargadores pediram vista e adiaram a conclusão do julgamento.
Colégios militares (3)
O tema já foi discutido pelo Judiciário de Santa Catarina em 2018. Naquela época, o TJ-SC determinou que os colégios militares do Estado oferecessem vagas para toda a comunidade no ano letivo de 2019. A decisão foi tomada pela 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça. Até então, em Florianópolis, por exemplo, 90% das matrículas eram direcionadas aos filhos de militares estaduais, de funcionários civis da Polícia Militar e de professores do próprio colégio. Depois disso, uma nova lei estabeleceu a divisão em 50%.
Com Flávio
Diversos deputados e lideranças do PL foram a Brasília nesta quarta-feira (7) para o encontro com o presidenciável do partido, Flávio Bolsonaro. Nomes reeleitos e até não reeleitos para o Legislativo participaram dos atos.
