A regulamentação dos aplicativos de transporte em Florianópolis começa a ganhar um caminho de consenso. Depois de reuniões com um representante da prefeitura e o presidente da Câmara de Vereadores, Roberto Katumi (PSD), os motoristas receberam como resposta a possibilidade de avanços. Dez pontos preocupavam, sendo a maioria referente às condições do carros usados no transporte de passageiros.
Um deles ainda é motivo de impasse: a exigência de freio ABS e airbag. Isso exigiria que todos os carros fossem de ano 2014 para frente, quando os itens passaram a ser obrigatórios por legislação. Katumi pretende se reunir durante esta semana com outros parlamentares para discutir o avanço do projeto dentro da Câmara. Uma decisão judicial retirou o regime de urgência. Assim, o presidente espera colocar a proposta em votação até o final de outubro. Depois da votação da autorização para a construção da marina, este projeto passa a ser uma das prioridades na Casa.
Para a prefeitura, todas as modificações que foram feitas pelos vereadores vão ser aceitas. Mesmo assim, Katumi tem conversado com o Executivo sobre o assunto. Uma das mudanças aceitas tanto pela Câmara quando pela prefeitura é pela ampliação da restrição das placas. Pelo projeto enviado, somente carros de Florianópolis poderiam circular. Katumi admite incluir também placas de todas as cidades da Grande Florianópolis.
Sem fundo
Relator do projeto na Comissão de Constituição, o vereador Pedrão (PP) recomendou que seja retirado do texto a criação do Fundo de Mobilidade Urbana, para onde iria o pagamento do imposto previsto na regulamentação. A própria procuradoria da Câmara foi contrária ao fundo. Tanto Katumi quando o chefe de gabinete da prefeitura, Bruno Oliveira, admitem que a questão está resolvida e será retirada do projeto.