“Código Penal de Palhoça”: vereadores aprovam pena de prisão em projeto de lei

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Texto final do projeto de lei foi aprovado nesta semana (Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Palhoça)

Sem poder para alterar ou criar um Código Penal próprio, os vereadores de Palhoça aprovaram a previsão de prisão para quem soltar fogos de artifício com estampido. O caso ganhou repercussão nesta sexta-feira, principalmente nas redes sociais, onde o caso passou a ser chamado de "Código Penal de Palhoça". O projeto foi protocolado em 2018, de autoria do vereador Rodrigo Alves Quintino (PSB). Atualmente ele ocupa o cargo de secretário de Defesa do Cidadão da prefeitura da cidade.

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Pelo texto, "fica proibido o uso de fogos de artifício que causem poluição sonora, como estouros e estampidos". Como punição, o vereador incluiu no projeto o trecho inconstitucional: "Utilizar fogos de artifício que causem poluição sonora, como estouros e estampidos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa". E ainda acrescentou que a reincidência causaria pena dobrada.

Em junho deste ano, a Assessoria Jurídica deu parecer favorável ao projeto. Depois disso, a Comissão de Constituição e Justiça, que deveria analisar justamente as questões legais da proposta, também emitiu posição favorável.

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Segundo informação disponível no site da Câmara de Vereadores de Palhoça, foram duas votações do texto. Na primeira, em agosto, foram 11 votos favoráveis, um contrário e duas abstenções. Na última terça-feira, dia 8, os vereadores analisam novamente o projeto: nove votos favoráveis e três abstenções. O Legislativo local tem 17 parlamentares.

Nesta quinta-feira (10), o presidente da Câmara, Edemir Niehues, assinou digitalmente o projeto aprovado e o encaminhou ao Executivo para sanção.

O que diz a Câmara

Após a repercussão, o Legislativo se posicionou na tarde desta sexta-feira através de nota: “A assessoria jurídica da Câmara Municipal de Palhoça enviou no dia de hoje (11/10/2019) uma comunicação interna à presidência identificando a contrariedade em relação à legislação vigente e solicitou que, junto à redação final do projeto, fosse encaminhado um ofício demandando que o artigo seja vetado. A solicitação do veto já foi encaminhada à prefeitura de Palhoça”. A assessoria do autor do projeto se manifestou no mesmo sentido.

Caso o prefeito Camilo Martins siga o pedido da Câmara e vete o artigo que previa a prisão, o projeto ficará sem qualquer previsão de punição para que descumprir a nova lei.

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