A convenção do Progressistas de Santa Catarina, nesta sexta-feira (31), teve um ambiente “controlado” politicamente. Com um conhecido racha por conta dos apoios na eleição ao governo do Estado entre o Jorginho Mello (PL) e João Rodrigues (PSD), a sigla não levou para o encontro eventuais animosidades. Pelo contrário: em nenhum dos discursos os nomes de Jorginho ou João foram citados. A única citação a um deles foi durante a confirmação do apoio do partido ao projeto do PSD, liderado pelo ex-prefeito de Chapecó.
O processo ocorreu através de uma votação entre os convencionais. O secretário da convenção leu a ata com a coligação com João e, logo em seguida, o senador Esperidião Amin, presidente estadual do partido, abriu a votação, que foi simbólica através de mãos levantadas e aclamação.
O que chamou a atenção é que, dos deputados estaduais, somente Pepê Collaço não levantou a mão. Além dele, Zé Milton Scheffer também é favorável à coligação com Jorginho. Porém, Scheffer levantou o braço apoiando a ata com o apoio a João. Das pessoas presentes no palco, assim como Pepê, Beth Tiscoski, presidente do Mulher Progressista, também não levantou o braço em apoio.
Sem qualquer animosidade por conta da eleição ao governo do Estado, o foco dos discursos foi no apoio à reeleição de Amin e nas nominatas de deputados estaduais e federais. Na eleição de 2026, o partido estará em Federação com o União Brasil. Assim, as nominatas são conjuntas.
“O catarinense vai escolher dentro de um cenário muito mais amplo. Temos a Presidência da República, o Brasil é maior e todos temos essa prioridade nacional. E temos a eleição estadual com a sua complexidade se apresentando. Quantos de vocês imaginavam que o Progressistas pudesse fazer uma reunião, uma convenção e terminarmos com a concórdia, ou seja, com a harmonia daquilo que é a nossa prioridade? Portanto, eu estou feliz, e agora vamos ter campanha”, afirmou Amin, em entrevista coletiva após a convenção.
