A eleição de Jair Bolsonaro trouxe novamente à tona a discussão sobre a revogação do Estatuto do Desarmamento. Defensor da liberação das armas para o uso dos cidadãos comuns sob o pretexto da segurança pessoal, o presidente eleito trouxe junto o discurso de milhões de adeptos da ideia. Logo após o resultado da eleição de domingo, choveram vídeos de pessoas armadas em diferentes ambientes. Parte delas usava camisetas com a imagem de Bolsonaro.
A repercussão foi tanta que uma consulta pública disponível no site do Senado Federal foi resgatada. Ele pergunta se as pessoas são favoráveis ao projeto que convoca o plebiscito para a revogação do Estatuto do Desarmamento. Até as 18h de ontem, 436.733 se posicionaram a favor e 399.282 contra a proposição do senador Wilder Morais (PP/GO). Em 2005, em um plebiscito sobre a revogação de um artigo Estatuto do Desarmamento que falava sobre a proibição do comércio de armas de fogo, 63% votaram pela retirada da limitação.
Durante a campanha, para se aproximar de Bolsonaro, Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, cogitou colocar em votação uma proposta que flexibiliza o posse de armas. Fato é que nos próximos dias, com mais intensidade a partir de janeiro, o debate sobre o tema vai se intensificar.