Coronavírus: Moisés diz que governo vai programar ações para a “convivência com o vírus” em SC

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Governador Carlos Moisés da Silva durante coletiva nesta segunda-feira (Foto: Julio Cavalheiro/Secom)

Ao ampliar por sete dias as medidas restritivas em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés da Silva também falou sobre a perspectiva de retomada das atividades econômicas no Estado por conta do novo coronavírus. O decreto 515/2020, editado na semana passada, teve duração de sete dias e terá prorrogação por mais sete a partir desta quarta-feira (25). Com isso, as cidades catarinenses terão pelo menos 14 dias de isolamento e paralisação de empresas e serviços.

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Durante a coletiva de imprensa desta segunda-feira (23), Moisés admitiu que o governo tem planos para iniciar as tratativas para a "convivência com o vírus" ao falar sobre a questão econômica e a retomada depois que as medidas restritivas forem aliviadas. Nestes primeiros dias, segundo ele, ainda não é possível medir os impactos na curva de casos, o que deve ocorrer nos próximos sete dias do decreto.

– Sabemos que temos muita responsabilidade, que os setores produtivos precisam continuar funcionando, os restaurantes precisam continuar produzindo e comercializando seus alimentos. Temos ciência disso.

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De acordo com Moisés, o governo vai analisar os dados da curva de registros de coronavírus para estudar uma forma segura de retomada. Isso vai incluir conversas com os setores envolvidos nas medidas:

– Vamos tentar construir uma modelagem que não exponha o catarinense ao risco, mas que ao mesmo tempo possibilite a convivência com o vírus. O contágio é praticamente inevitável ao longo do tempo. O que não queremos, principalmente, é o contágio de idosos, que devem ficar em casa. Também não queremos um contágio da população em massa.

O governador demonstrou preocupação também com a questão econômica para falar sobre os planos para a retomada. Segundo ele, "não podemos criar uma nova crise, que é a do desemprego, do desabastecimento".

– Até mesmo a crise econômica do nosso Estado, falta de recursos para pagar salários dos nossos servidores, para honrar nossos compromissos.

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Ao finalizar, Moisés disse que as ações vão estar aliadas junto às ações já anunciadas no pacote econômico estadual e pelo governo federal: "A gente pretende fazer com que as as pessoas trabalhem para manter o emprego. Por isso a gente começa a visualizar de que forma a gente começa a fazer funcionar, rodar, o mercado, os comércios, todos os sistemas, convivendo com o vírus".