Com mais de 37 mil votos somente em Florianópolis, o deputado estadual Marquito (PSOL) foi o candidato à Alesc mais votado na Capital catarinense. Ao todo, ele conquistou 65.199 votos, mais do que os 40.329 de 2022. Em entrevista à coluna, nesta terça-feira (6), ele falou sobre o resultado.
Além disso, respondeu sobre o fato de o PSOL não ter atingido a cláusula de barreira no País, o que limita o acesso da sigla a fundo eleitoral e tempo de TV e rádio nas eleições. Candidato a prefeito de Florianópolis em 2024, o deputado também falou sobre o cenário de 2028, onde ele passou a ser cotado novamente para concorrer diante da votação expressiva em 2026.
Leia abaixo:
Deputado, qual é a sua avaliação geral desta votação e da reeleição? Por onde passou o teu aumento de votos e a tua reeleição?
Marquito: Primeiramente, passou como uma consolidação do próprio trabalho que a gente realizou na Alesc. Foi um dos mandatos que mais trabalhou na Alesc. A gente realizou mais de 40 audiências públicas, 44 seminários temáticos. A gente circulou todo o Estado e consolidou também um trabalho em Florianópolis e uma esperança de Florianópolis sobre essa figura pública que é o Marquito. Então, a gente ampliou muito em Florianópolis e dobrou fora. E isso alcançou os 65.199 votos.
O PSOL não atingiu a cláusula de barreira. Por onde achas que passa o futuro do PSOL agora?
Marquito: Eu acho que a regra de cláusula de barreira vai empurrando os partidos o Brasil para um bipartidarismo. Só que isso vai levar tempo ainda. Eu acho que é um momento para avaliar com calma. Acho que vai exigir do partido um momento de reflexão profunda assim sobre que caminho vai tomar. Mas vai passar por esse esforço nosso ainda jurídico, de tentar garantir a cláusula de barreira para o partido não ter problemas do ponto de vista financeiro, estrutural e tempo de TV. Mas vai exigir um debate. A gente já conversou internamente, a gente combinou de concentrar agora todas as forças nossas para o segundo turno, para reeleger o presidente Lula no segundo turno. Terminando a eleição, certamente esse debate vai começar a iniciar no partido.
E, por fim, naturalmente o teu nome aparece para disputar a eleição de Florianópolis novamente em 2028. O que tens dito sobre isso quando, inclusive no final de semana, no domingo, no Centro, o pessoal estava pedindo para que você concorra?
Marquito: A minha resposta primeiro é assim: é importante a cada eleição a gente ter uma leitura profunda sobre o que que o povo está respondendo nas urnas. Sobre que política quer, que futuro quer. Então, acho que ter sido o mais votado em Florianópolis com esse número expressivo de votos também é uma mensagem. Depois disso, tem uma disposição minha enquanto figura, tem uma disposição porque eu amo essa cidade, tenho essa referência, tenho sentido que tenho me constituído como o político que representa a cidade. Mas não depende só de mim, depende da construção partidária, depende das relações. E eu não posso colocar a minha vontade, o meu desejo à frente disso. Acho que o desejo do povo tem que ser maior, inclusive, e também tem que haver uma sensibilidade partidária para fazer essa leitura. Mas, o quanto antes a gente puder se organizar, se estruturar para ter isso definido do nosso campo, melhor serão as condições para enfrentar um processo eleitoral em 2028.
