Fala de Dino sobre corrupção gera reação no TJ-SC e nota dos magistrados catarinenses

Manifestações ocorreram durante esta quarta-feira

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(Foto: Cristiano Estrela / DCOM TJSC)

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) continua repercutindo. Dentro do Judiciário catarinense, uma afirmação do ministro Flávio Dino vem sendo tema de reações. Durante a sessão que discutiu a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Master, Dino afirmou que o Brasil passa pelo  “momento mais corrupto da história do Poder Judiciário”.

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Nesta quarta-feira (16), pela manhã, tanto desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) se posicionaram, durante julgamento do Órgão Especial da Corte, como também a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC). A nota da entidade disse: “Situações individuais não podem ser projetadas sobre toda a Magistratura na tentativa de desviar o foco de discussões e crises restritas à cúpula de Brasília. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos competentes, com rigor, transparência e respeito ao devido processo legal. A Magistratura catarinense é composta por Juízes e Juízas que exercem suas funções com independência, ética e compromisso com a sociedade. Generalizações dessa natureza fragilizam a confiança nas instituições e desconsideram o trabalho sério realizado diariamente pelo Poder Judiciário”.

Veja fotos da sessão do TJ-SC

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No TJ-SC, ao final dos julgamentos da pauta do Órgão Especial desta quarta-feira, alguns dos desembargadores integrantes do grupo pediram a palavra. O tom foi de defesa da honra da magistratura estadual diante das crises enfrentadas em Brasília. Manifestaram-se os desembargadores Jaime Ramos, Sandro Neis, Ricardo Roesler, Maria do Rocío Luz Santa Ritta, Artur Jenichen, Luiz Cézar Medeiros, Hélio do Valle Pereira, José Carstens Koehler, e o presidente em exercício, André Dacol.

Dacol, ao finalizar as falas, destacou que pesquisas internas demonstram que o Judiciário catarinense mantém altos índices de aprovação junto à comunidade, apesar do ambiente político nacional.