Leitora da coluna enviou nesta semana um relato de fios caídos na região central de Florianópolis. Ela chegou a fazer a foto de seu filho de quatro anos com pouco de mais um metro de altura quase alcançando a fiação. Infelizmente, o quadro se repete em diferentes bairros de Florianópolis e outras cidades do Estado. Há fios ao alcance de crianças e alguns deles sobre a calçada. Fica fácil se enrolar e sofrer um acidente pela má instalação. Virou rotina no Estado.
A solução
A fiação, na esmagadora maioria dos casos, pertence a operadoras de internet e telefonia. Segundo o chefe de engenharia e telecomunicações da Celesc, Guilherme Saidler, há um contrato de compartilhamento entre a companhia e as empresas. Há previsão neste acordo da responsabilidade pelos cuidados com a fiação. Mesmo assim, são inúmeras as denúncias sobre os fios soltos. O chefe de divisão admita que não há uma fiscalização constante. A Celesc age a partir de relatos. A burocracia, segundo Saidler, impede uma punição mais rigorosa, mas as operadoras são notificadas dos problemas e, geralmente, os resolvem.