Jorginho Mello amplia poder político e entra em novo patamar em Santa Catarina

A forma como Jorginho lidou com um movimento tão complexo também fez a diferença

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(Foto: Patrick Rodrigues/NSC Total)

O resultado pessoal de Jorginho Mello (PL) na eleição de Santa Catarina, assim como o desempenho do partido, comandado por ele no Estado, colocam o governador agora reeleito em outro patamar na história política catarinense. Ele se soma a outros nomes conhecidos por vitórias de repercussão ao longo dos últimos anos, como Luiz Henrique da Silveira (MDB).

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A reeleição em primeiro turno, com 68,98% dos votos, por si só, já poderia credenciá-lo a uma nova posição na história política catarinense. Mas ele foi além disso. Conseguiu eleger os dois senadores para as vagas em jogo, com ampla diferença sobre os demais, e conquistou bancadas históricas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e na Câmara dos Deputados.

Mesmo que parte da vitória possa ser creditada ao bolsonarismo, também é justo levar em consideração que o governador conduziu os aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro sem retoques, independentemente de eventuais efeitos políticos, mesmo que isso pudesse lhe render críticas à gestão. Nos quatro anos de mandato, Jorginho não só se manteve como aliado de primeira hora dos bolsonaristas, como também reforçou os laços.

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Portanto, isso não pode ser desconsiderado. A forma como Jorginho lidou com um movimento tão complexo também fez a diferença, e ele precisará de um jogo de cintura ainda maior daqui para frente. Ao mesmo tempo, o governador reeleito soube construir alianças políticas no Estado, enfraquecendo os partidos tradicionais que ficaram com João Rodrigues (PSD). As siglas, “no CNPJ”, foram para o adversário, mas os principais nomes políticos dessas legendas estiveram com Jorginho.

Essa composição de ações, aliada a uma gestão bem avaliada nas pesquisas, fez o governador sair deste 4 de outubro reeleito em primeiro turno e em um novo patamar na história política catarinense. A forma como vai desempenhar suas funções nos próximos anos também será fundamental para buscar também esse cenário como gestor público.