Juíza quer ouvir MPF e advogados antes de decidir sobre futuro da operação Alcatraz

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Janaína Cassol Machado, responsável pela Alcatraz em SC (Foto: Marco Favero/Arquivo de 2017)

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou a anulação de todos os atos jurídicos feitos nos últimos três anos dentro da operação Alcatraz já chegou a Florianópolis. A juíza responsável pelo caso na Justiça Federal da Capital, Janaína Cassol Machado, abriu prazo para que o Ministério Público Federal (MPF) e os advogados de todos os envolvidos se manifestem sobre o resultado do posicionamento do STJ.

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Os ministros do órgãos em Brasília entenderam as provas que deram origem à operação devem ser consideradas nulas pelo compartilhamento de dados considerado irregular por parte da Receita Federal com o MPF. A posição foi dada pela Quinta Turma do STJ, no final de junho. Em 23 de agosto, os ministros recusaram um recurso do MPF, novamente por unanimidade.

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Em despacho no final da noite desta terça-feira (30), a juíza Janaína abriu o prazo de 30 dias para que o MPF se manifeste quanto ao prosseguimento do inquérito que deu origem à operação e da ações correlatas ajuizadas no âmbito da Alcatraz.

Na sequência, todas as partes envolvidas, sendo os investigados, réus e denunciados, também terão mais 30 dias para se manifestar em relação à decisão do STJ e também sobre a posição do MPF.

Ao fim do prazo, a juíza vai decidir sobre o futuro da Alcatraz, que tende a ser pela anulação dos atos feitos até agora.

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