Reeleito no último domingo (4) como o terceiro deputado estadual mais votado, Sérgio Guimarães (União Brasil) não esconde que os planos futuros passam pela vontade de estar no Executivo. E os números da eleição o credenciam para as conversas em duas das três maiores cidades da Grande Florianópolis. Sérgio foi o mais votado em São José e Palhoça.
Além disso, o crescimento de votos de 2022 para 2026 também coloca o nome do parlamentar em destaque: ele saltou de 27.977 para 87.761 votos em quatro anos. Em entrevista à coluna, Sérgio fala sobre a votação expressiva nas urnas e o futuro político.
Leia abaixo:
Deputado, a que o senhor credita este aumento do número de votos de uma eleição para a outra?
Levei a minha experiência de jornalista, sou formado desde 2005, das ruas para dentro da Assembleia. O deputado Sérgio é o deputado mais vereador de Santa Catarina, a gente dá voz e voz para as pessoas. Então, tenho absoluta certeza que o papel do homem público é justamente esse: estar nas ruas escutando quem não tem vez e quem não tem voz. E a gente fez isso. Para teres uma ideia, em 2022, quando nós vencemos a eleição pela primeira vez, com 27.977 votos, nós, nós tínhamos 130.000 seguidores nas redes sociais. Hoje nós estamos com 480.000 no Instagram e 650.000 no Facebook, mais de 1.200.000 seguidores. Mas por quê? Porque nós não perdemos essa característica. Nós atendemos, as pessoas não precisam marcar, as pessoas não precisam adiantar o assunto, é só ir lá no gabinete de portas abertas. Nós somos servidores públicos. Hoje são mais de 900 a 1.000 mensagens por dia. A gente se importa, desde o buraco de rua a grandes projetos de lei aprovados na Assembleia, como a o teste do olhinho, que evita um câncer altamente agressivo nos bebês, o retinoblastoma. Como a lei do autismo, que pôs fim naquele prazo de validade do atestado que tinha prazo de validade de seis meses. A cada seis meses o papai e a mamãe tinham que procurar um neuropediatra para pagar R$ 900 e renovar, agora é um atestado. Então, essa proximidade com o público fez com que nós tivéssemos essa votação histórica na cidade de Palhoça, São José, Santo Amaro, Laguna e por aí vai. Mais de 10 cidades nós passamos de 1 mil votos. É o deputado que dá vez e voz para as pessoas.
O senhor foi o mais votado nas duas maiores cidades da Grande Florianópolis, depois da Capital, com votações bastante expressivas. Isso credencia o senhor a discutir a eleição de 2028, tanto em São José como em Palhoça, ou seja, protagonizar, disputar alguma das prefeituras? O senhor tem planos para daqui dois anos?
Em Palhoça, nós somos o deputado mais votado da história do município, com 27.100 votos. Isso é fruto do nosso trabalho, da resposta anterior, que a gente não sai das ruas dando voz e voz para as pessoas. Evidentemente que esse assunto (disputar a prefeitura) volta à tona com muita força a partir de agora, ainda mais que essa semana fui receber uma moção de aplausos e de parabenização na Câmara de Palhoça. Esse assunto está com muita força nos bastidores políticos e as pessoas me perguntando demais sobre isso, seja em qualquer cantinho que eu vá. Tanto em Palhoça quanto em São José. Porque em São José nós também fomos o deputado mais votado da história, com mais de 20 mil votos. Tenho vontade, sim, do Executivo. Gosto de transformar a vida das pessoas para melhor. Fico realizado, porque hoje no papel de Legislativo nós temos que pedir toda a demanda que chega para o Executivo. É quem executa, seja secretário, seja governador, prefeituras e por aí vai. É quem tem a caneta para resolver o problema dos municípios e do Estado. A gente propõe lei e fiscalizamos o governo, e eu acabo fazendo esses três, quatro papéis juntos, porque gosto disso, gosto de ajudar as pessoas. Então, eu tenho essa vontade sim. Mas, digo que, com muita calma, com muita tranquilidade, vamos esperar decantar. A gente está há poucos dias do processo eleitoral. Então, vamos ter calma, responsabilidade, vamos conversar com a família, com os amigos, vamos analisar o cenário. A gente tem um mandato para tocar, a gente tem um Estado para cuidar, ainda mais com essa com essa votação expressiva a mais.
Por fim, sobre a situação do seu partido, o União Brasil, qual sua avaliação para o futuro?
Muito cedo ainda, estamos analisando os próximos passos. Não podemos esquecer também que hoje temos uma federação, com o Progressistas, o que nos dá quatro cadeiras na Alesc e uma em Brasília. Na Assembleia, mesmo com todos os desafios, mantemos nossas quatro cadeiras, com as reeleições dos nossos deputados, atingindo votações expressivas, faltando pouco para conquistar a quinta vaga, enquanto partidos tradicionais perderam espaço no Parlamento. Nos próximos dias vamos conversar com nosso presidente Fábio (Schiochet), analisar friamente o resultado das urnas e traçar os rumos que deveremos seguir nos próximos anos.
