Lula precisará do espírito do “exército” liderado por Janones para comandar país rachado

Vitória histórica também virá acompanhada da necessidade de ajustes econômicos no novo mandato

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(Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)

A vitória histórica de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reeleição para a Presidência da República, neste domingo (25), tem muito do “exército” liderado pelo deputado federal André Janones. A mobilização gerada a partir da segunda semana do segundo turno, após uma primeira semana de abatimento na campanha da esquerda com a derrota parcial para Flávio Bolsonaro (PL), foi fundamental para a reeleição de Lula. A estratégia de Janones, aliás, pode ser ainda mais fundamental para o presidente reeleito no novo mandato.

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Em uma gestão na qual terá nas mãos um país rachado, conforme as urnas mostraram neste domingo, Lula precisará de um espírito de mobilização que envolva a aproximação com a população nas ruas. O próprio presidente reeleito reconheceu, no discurso da vitória deste domingo, que terá de fortalecer os trabalhos digitais do governo. Lula citou Janones e o “exército” criado no WhatsApp. Um reconhecimento ao trabalho desempenhado pelo deputado federal e pela juventude da esquerda.

Mas não será apenas esse o desafio do quarto mandato do petista. Ele terá de corrigir a rota dos gastos públicos, que atualmente já dão sinais de alerta. E terá de agir também lembrando-se das promessas feitas durante a campanha eleitoral que, justamente, envolvem mais recursos públicos.

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Além disso, governará com um Congresso Nacional formado por maioria de direita. Uma oposição que demonstrou força nas urnas nas disputas legislativas e que vai se redesenhar para os próximos anos depois desta nova derrota da família Bolsonaro.

O exército liderado por Janones, portanto, pode ser um ponto de partida para o quarto mandato de Lula. O espírito do movimento, por si só, será importante para a reconexão da esquerda com a população que desacreditou do projeto liderado pelo presidente da República. No entanto, a gestão exigirá mais, inclusive correções de rota naquilo que já havia sido prometido durante a campanha.