O governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), terá no seu primeiro dia após a eleição uma agenda cheia para atender à imprensa. Mas, entre hoje a amanhã, iniciará a transição de governo entre a equipe dele e do atual governador, Eduardo Pinho Moreira (MDB). Durante a semana, Moisés deve anunciar alguns nomes do seu secretariado, principalmente porque precisará montar um grupo para se inteirar da situação do Estado.
Receberá das mãos de Pinho Moreira uma dívida em torno de R$ 700 milhões. Terá importantes decisões a tomar, como a contratação de servidores da educação e segurança pública, todos com concursos finalizados e à espera de nomeação. No campo da infraestrutura, precisará definir prioridades, incluindo o acesso ao Sul da Ilha, a reforma das pontes de Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz e a recuperação de rodovias estaduais.
Na contramão das necessidade, estão as restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O custo da folha de pagamento chegou ao limite. Isso impediu, inclusive, Santa Catarina de contrair um empréstimo de R$ 723 milhões junto ao BNDES. Esse valor, no entanto, continuará nos planos e pode cair nos cofres do Estado logo no primeiro ano de governo caso Moisés consiga ajustar a casa.
Segurança
A vitória de Moisés estabelece uma tendência de permanência de boa parte da equipe da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O comando-geral da PM, ocupado pelo coronel Araújo Gomes, tem grandes chances de ser mantido. Na cadeira de chefe da SSP, o atual secretário, Alceu de Oliveira Pinto Junior, tem apresentado bons resultados, mas é ligado ao MDB. O novo governador frisou que pretende "despolitizar", o que pode levar à mudança na secretaria.
Militares
A categoria mais empolgada com o resultado deste domingo, sem dúvida, foi a dos oficiais militares de Santa Catarina. Logo após a confirmação matemática da vitória de Moisés, os principais nomes do grupo começaram a divulgar notas de comemoração.