É visível que o senador Flávio Bolsonaro chega ao período eleitoral desgastado. Desde que vieram à tona diálogos e informações da sua relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pré-campanha ficou fragilizada. Depois, veio também a cobrança pública de Michelle Bolsonaro e, mais recentemente, as informações de que o escritório de advocacia do senador emitiu duas notas fiscais, no valor de R$ 500 mil cada, para uma empresa que recebeu repasses do Master. Ingredientes que pesam, e muito, para um presidenciável, ainda mais em uma disputa que tende a ser acirrada no cenário nacional.
Ao mesmo tempo em que os danos para a campanha do próprio senador à Presidência da República passam a ocorrer, também há preocupação de aliados do PL. Em Santa Catarina, o sinal é de atenção. No Estado onde Jair Bolsonaro arrastou duas ondas de votos em 2018 e 2022, a fragilidade de Flávio já pesa.
Veja fotos do evento do PL com Flávio Bolsonaro em SC
Nos levantamentos feitos por partidos, há a demonstração de que o senador mostra menos força do que o pai teve nas eleições anteriores no Estado. Isto é uma dor de cabeça para o governador Jorginho Mello (PL) e os demais aliados catarinenses que apostam no bolsonarismo como uma âncora em Santa Catarina.
Diante desse cenário, a liderança do PL e seus palanques regionais enfrentam o desafio de recalibrar estratégias. Sem o mesmo apelo eleitoral do pai, resta saber se a herança política do bolsonarismo será suficiente para sustentar a candidatura de Flávio com chances reais até o final ou se o desgaste individual acabará custando caro, tanto para ele como para o partido também nos Estados.







