Os números prévios de registros de candidaturas indicam que as disputas pelas cadeiras de deputado federal e deputado estadual em Santa Catarina terão menos nomes do que em 2022. E a queda deve ser bem considerável. Há quatro anos, foram 314 candidaturas a deputado federal e 617 a deputado estadual. Até o momento, faltando poucas horas para o fim de prazo de registros no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 222 candidatos a deputado federal e 399 a deputado estadual. Este sábado (15) é o último dia para os registros.
Caso se confirmem os números atuais, mesmo com uma pequena variação até o final do dia, a queda nas candidaturas a federal deve ficar em torno de 30%. Já entre os registros para a disputa da Alesc, a redução é ainda maior: em torno de 40%.
Uma demonstração de que a tendência é de uma queda brusca está nas próprias nominatas. Até o momento, nenhum partido registrou o máximo de candidaturas possíveis a deputado estadual, que são 41 nomes. Quem chegou mais perto foi o Podemos, com 39 candidatos. Nem mesmo na disputa de deputado federal os partidos tiveram facilidade. Somente parte das siglas conseguiu chegar aos 17 nomes, que é o máximo permitido. O PSDB, por exemplo, não terá candidaturas a federal.
Com menos nomes concorrendo, diminui a votação acumulada da legenda que vinha das bases locais de pequenos candidatos. Os partidos agora apostam em nomes competitivos e com maior potencial de votos. Isso pode dar aos pleitos novos campeões de votos, inclusive.
Siglas menores que dependiam do efeito cumulativo de uma chapa cheia, com muitos nomes, terão mais dificuldade de alcançar a cláusula de barreira inicial do quociente. Isso deve favorecer partidos consolidados ou com grandes “puxadores de voto”. Especialistas apontam que a limitação no número de candidatos e a formação de federações têm sido os principais fatores que contribuem para a queda.
