Plano define como SC vai agir diante de enchentes, estiagens e temporais no El Niño

Documento é coordenado pela secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil

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(Foto: Ricardo Trida/GOV SC)

Santa Catarina passou a contar com um plano de contingência para orientar a atuação do Estado diante dos possíveis impactos do El Niño ao longo de 2026. O documento, coordenado pela secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, reúne procedimentos para prevenir riscos, organizar a resposta às emergências e acelerar a recuperação das áreas atingidas. Nesta semana, ele passará a ser entregue para autoridades e entidades, além de ficar à disposição da população.

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A proposta é evitar que cada órgão trabalhe de forma isolada quando ocorrer um desastre. Defesa Civil, forças de segurança, secretarias estaduais, municípios, concessionárias de serviços públicos e instituições de apoio devem atuar dentro de uma estrutura comum, com responsabilidades definidas e comunicação integrada.

Quais situações estão no radar

O plano considera uma série de ocorrências que podem afetar diferentes regiões catarinenses. Entre elas estão enchentes, inundações, enxurradas, alagamentos, vendavais, tempestades, granizo e tornados. Também entram no planejamento os períodos de estiagem e seca, os incêndios florestais, os problemas no abastecimento de água e energia e os danos provocados em rodovias, pontes e sistemas de comunicação.

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A preocupação não se limita aos impactos diretamente causados pela chuva ou pela falta dela. O documento também prevê ações para situações que podem surgir durante ou depois dos desastres, como interrupção de serviços essenciais, problemas de saúde pública, deslocamento de famílias, acidentes com produtos perigosos, danos à produção agropecuária e necessidade de atendimento a animais.

Quatro níveis de mobilização

A resposta estadual será ampliada conforme a gravidade do cenário. No nível verde, considerado de normalidade, os órgãos mantêm o monitoramento e as ações de preparação. Se os sinais de risco aumentarem, o Estado pode passar ao nível amarelo, com vigilância reforçada e maior troca de informações.

O nível laranja prevê operações regionais, com mobilização de equipes e estruturas para atender ocorrências que atinjam determinadas áreas. Já o nível vermelho corresponde a uma operação estadual, indicada para desastres de grande porte, quando a capacidade de resposta de um município ou de uma região não for suficiente.

A coordenação das informações e das decisões passa por estruturas como o Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres, a Sala de Estado, a Sala de Situação, o Comitê de Gestão de Crise e o Sistema de Comando em Operações. Na prática, esses mecanismos devem ajudar a definir prioridades, distribuir recursos e evitar desencontro entre as equipes.

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Atendimento à população e serviços essenciais

Em caso de desastre, uma das prioridades será o atendimento às pessoas afetadas. O plano prevê resgate, assistência emergencial, instalação de abrigos, distribuição de donativos e apoio às famílias que precisarem deixar suas casas.

Outra frente importante é o restabelecimento dos serviços básicos. Equipes deverão atuar para recuperar o fornecimento de energia elétrica e água, liberar estradas, restabelecer as comunicações e garantir o funcionamento de estruturas consideradas essenciais. O setor de saúde também terá papel central no atendimento de feridos, na prevenção de doenças e no acompanhamento de possíveis surtos após enchentes, alagamentos ou longos períodos de estiagem.

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Agricultores e municípios igualmente aparecem entre os públicos que podem receber apoio. A produção rural pode ser atingida tanto pelo excesso de chuva quanto pela falta de água, enquanto as prefeituras podem precisar de suporte técnico e operacional para organizar abrigos, registrar danos e solicitar recursos.

O plano prevê ainda uma estratégia de comunicação para divulgar alertas, orientações e informações oficiais. A intenção é que a população receba mensagens claras sobre riscos, áreas afetadas, cuidados necessários e mudanças na rotina, como suspensão de aulas ou interdição de estradas.

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Para os moradores, a recomendação é acompanhar os canais oficiais da Defesa Civil e das prefeituras, respeitar orientações de evacuação e não atravessar áreas alagadas, pontes interditadas ou trechos com correnteza. Também estão planejadas a retirada gradual das equipes, a avaliação do trabalho realizado, o levantamento de danos e prejuízos e o registro das medidas que funcionaram ou precisam ser aperfeiçoadas.