PM continuará dentro de comunidades de Florianópolis até dezembro

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A operação Mãos Dadas, que está em duas comunidades da Capital desde 16 de agosto, continuará pelo menos até dezembro deste ano. A partir de hoje, inicia uma nova fase na ação da Polícia Militar (PM) com a chegada da segunda turma de policiais vindos do interior. Eles vão ser divididos entre o Morro do Mocotó, na região central, e a Vila União, no Norte da Ilha, onde o reforço já atua.

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Nos planos do comando-geral, a operação nestes dois locais vão ser servir de piloto para um modelo a ser aplicado em outras comunidades conflagradas de Santa Catarina. Mas isso não acontecerá ainda neste ano. A PM quer testar o modelo do início ao fim antes de replicá-lo.

Na Vila União, por exemplo, depois da entrada dos policiais houve mobilização da prefeitura e até oferta de empregos para os moradores. Ontem, um reunião na Câmara de Vereadores tratou da regularização das ruas da comunidade, palco de mortes violentas de repercussão do últimos anos, incluindo a chacina de cinco homens. O presidente da Câmara, Roberto Katumi (PSD) confirmou que há um projeto arquivado, de 2011, que trata da nomeação das oito ruas do local. Como não há esse registro, as cartas e encomendas enviadas aos moradores ficam na entrada na Vila União e depois são retiradas por eles. O envolvimento de empresários também garantiu o cercamento da praça da região e pode ajudar na pintura nova de todas as casas.

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As ações sociais e de ocupação de espaço são os principais desafios para a operação. Na avaliação da PM, se elas surtirem efeito, será possível deixar a comunidade sem a necessidade da presença constante de policiais. Para isso, no entanto, claramente precisará haver a atual reconstrução social do espaço.