O prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Duarte Campos, entrou em contato com a coluna ontem para justificar sua decisão de retirar o município da Associação de Municípios da Região da Grande Florianópolis (Granfpolis) mesmo sendo presidente da entidade. Ele fica até fevereiro na função, diferentemente do que foi publicado ontem de que a gestão iria até 2020. Campos diz ter percebido problemas internos e sentido resistência para alterá-los. Por isso, avaliou que os R$ 13 mil pagos mensalmente à associação podem ser investidos no município.]
– O déficit mensal da entidade é de R$ 47 mil. Nos meus primeiros quatro anos como prefeito paguei R$ 540 mil para a associação através do Fundo de Participação dos Municípios. Quando assumi a presidência, deparei-me com alguns absurdos e tentei fazer com que a coisa melhorasse. Foram criados no estatuto alguns vínculos empregatícios e o presidente não tem como alterar.
Folha inchada
Ramos culpa a folha de pagamento inchada como responsável pelos rombos nas contas. Além disso, o prefeito fez representações junto a promotoria da Moralidade Administrativa da Capital e ao Tribunal de Contas do Estado para justificar a saída da entidade. Em 18 pontos, ele detalhou os problemas. Dentre eles está o tamanho do prédio da associação, que fica no Bairro Capoeiras, em Florianópolis.
– A entidade foi criada há 40 anos, numa época em que alguns municípios não tinham alguns profissionais. Com a associação os projetos eram feitos em conjunto em forma de assessoria para os municípios. Só que ao longo desse período as cidades passaram a assumir determinadas responsabilidades e a associação acabou ficando inoperante – explica o prefeito.
Plano
Lançado há um ano pelo governo federal com pompa, o Plano Nacional de Segurança ainda engatinha, segundo levantamento recente do portal G1. Em Santa Catarina, então, não se ouve falar dos impactos do projeto.
Resposta
Em resposta à determinação do Tribunal de Contas do Estado, que atendeu a um pedido do Ministério Público de Contas (MPC) para que a prefeitura faça um plano de recuperação das creches da Capital, a Secretaria Municipal de Educação disse que foi montada no começo de 2017 uma força-tarefa para que a unidades tivessem atestado de Habite-se e o PPCI do Corpo de Bombeiros. A meta é atingir em 2018 os 100% dos prédios com o PPCI aprovados. Sobre as melhorias de acessibilidade, sustentabilidade e humanização dos espaços pedagógicos, o secretário Luciano Formigheri diz que foi feito um levantamento fotográfico e relatório técnico de todas as Creches, NEI’s e escolas para os projetos de adequação de acordo com os parâmetros estabelecidos na Norma NBR9050.
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