Rotina dos motoristas na Grande Florianópolis tornou-se escolher a “melhor” fila

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Norte da Ilha tem o trânsito saturado (Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense)

Os sinais se concretizaram em um cenário real. A mobilidade urbana de Florianópolis expandiu sua área de estrangulamento. O que antes se resumia a alguns pontos da Capital, agora torna-se rotina. A criação de estruturas como elevados e viadutos, nos últimos anos, mostrou insuficiente. Prova de que o trânsito da Grande Florianópolis não será resolvido com obras. É necessário muito mais do que isso.

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Nos últimos 10 anos, somente em Florianópolis, o número de veículos registrados pulou de 254.942 para 360.829, um aumento de 105.887. Não entram nestes cálculos os dados de São José, Palhoça, Biguaçu e as outras cidades da região que se utilizaram diariamente da Capital para trabalho, estudo ou lazer.

Resultado da expansão de veículos e circulação de pessoas está nos congestionamentos diários. Circular pela Capital catarinense exige dos motoristas escolher a fila. Antes de sair, ele define qual congestionamento vai enfrentar. Em alguns casos não há muita escolha, como na entrada da Ilha pela manhã.

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No Norte da Ilha, que há anos vem dando sinais de proximidade de saturação, o começo do dia vem sendo de filas de segunda a sexta-feira. A SC-401, rodovia estadual com maior movimento do Estado, não tem mais condições de absorver a demanda. Resultado da grande ocupação naquele ponto de Florianópolis no período mais recente.

Passou do momento de prefeitura e os governos federal e estadual agirem de forma ousada. Rodízio de placas, alternância de pistas, faixas exclusivas para ônibus, entre outras alternativas. O que não pode é a região ficar refém da imobilidade.